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Categoria: Empreendedorismo

Resumo do livro Business Model Generation

Esse resumo foi produzido como contribuição do Blog Eureca! para a Semana Global deEmpreendedorismo de 2011.O objetivo do documento não é substituir o livro, mas apenas destacar os principais conceitos apresentados e se colocar como um guia de referência rápida sobre o assunto abordado na publicação.

Fonte: Blog Eureca

Mapa da empatia

A empatia é a capacidade de compreender o sentimento ou reação da outra pessoa imaginando-se nas mesmas circunstâncias. Ou simplesmente colocar-se no lugar do outro.

O QUE É O MAPA DA EMPATIA?

É uma ferramenta para obter um profundo CONHECIMENTO DO CLIENTE o que representa uma vantagem competitiva essencial nas organizações.

mapa-empatia

Como Aplicar o Mapa nos negócios?

– Primeiro vamos identificar os segmentos de clientes que vamos focar;

– Dar ao perfil de cliente selecionado, um nome e as características demográficas tais como estado civil, ingressos, idade, sexo, etc. (o detalhe aqui é trabalhar com os dados que são interessantes ao meu modelo de negócio, um exemplo, a forma como ele conecta a internet ou chega até o meu site podem ser mais interessantes do que saber o sexo do cliente).

– Com ajuda de notas auto-colantes vamos responder diferentes perguntas, baseado no perfil de cliente escolhido.

O que o nosso cliente vê?
Como ele pensa?
Como ele se sente?
O que ele fala ou faz?
O que escuta?
Quais desafios enfrenta?
Quais são suas fortalezas?


O que ele vê? Como é seu entorno? Quem são os seus amigos? Qual é a oferta que recebe? Que tipo de problemas ele encontra?

ESCUTA
O que ele escuta? Quais são as áreas que influencia no seu entorno? O que seus amigos dizem? Seu parceiro/a? Quem realmente o influencia e como? Quais os canais de mídia os influenciam?

PENSA E SENTE
O que ele pensa ou sente? O que considera realmente importante? Quais suas emo­ções? O que o move? Quais suas expectativas, sonhos e aspirações? Quais suas emoções?

FALA E FAZ
Qual é seu comportamento e reação em público? O que ele comenta no seu entorno? O que Identificar algum fator diferencial entre o que diz e o que realmente pensa ou sente?

FRAQUEZAS
Quais são suas fraquezas? Que desafio enfrenta? Quais são suas maiores frustrações? Que obstáculo enfrenta para conseguir seus objetivos? Que riscos teme assumir?

GANHOS
Quais são seus Ganhos ou Fortalezas? Que lucro quer conseguir? Como mede o sucesso? Que estratégia utiliza para conseguir seus objetivos?

Considerações.

Uma vez realizado o análises temos um sólido conhecimento do cliente, seu entorno, preocupações, comportamentos, expetativas e decisões. Isto permitira abrir novos caminhos para a criatividade, inovação e novas oportunidades de negócios.

Por ultimo, VALIDE todas suas suposições com clientes reais.

Baixe o mapa da empatia em PDF, clicando aqui.

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Zeitgeist para negócios

Zeitgeist é um termo alemão cuja tradução significa espírito da época, espírito do tempo ou sinal dos tempos. O Zeitgeist significa, em suma, o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo, numa certa época, ou as características genéricas de um determinado período de tempo.

Inovar quanto ao modelo de negócios, significa adaptar o seu modelo de negócio, ou sua proposta de valor a determinado anseio dos clientes que ainda não foi atendido por outros concorrentes ou empresas de um determinado segmento. Quando você aplica o termo Zeitgeist a isso, você atinge em cheio uma massa significativa que “rapidamente” transforma uma empresa ou ideia em sucesso. Vejamos alguns exemplos:

O Youtube revolucionou a forma como vemos, publicamos e compartilhamos vídeo. Sua tecnologia inovadora, para o ano de criação (2005) permitia que assistíssemos vídeos mesmo com um acesso a internet precário, o público entusiasmado preferia o site ao Google vídeos, transformando a plataforma em um fenômeno de acesso.

O Instagram surfou na onda mobile entregando ao público uma maneira inteligente e prática de compartilhar foto e (de novo) atingiu em cheio o público (Zeitgeist).

A Amazon acompanhando de perto a revolução dos livros digitais lançou em 2007 uma plataforma chamada Kindle, que permite aos usuários comprar, baixar, pesquisar e, principalmente, ler livros digitais, jornais, revistas, e outras mídias digitais. Excelente tacada, em um momento de crise para a indústria com a crescente pirataria de livros em PDF.

O iTunes trouxe ao mercado o formato ideal para trabalhar com música, dando as gravadoras a oportunidade de lucrar com a internet, pois até o lançamento do iTunes (2003) elas só brigavam para acabar com a pirataria brigando para tirar do ar serviços como o Napster.

O Netflix adaptou o formato que o iTunes aplicou na música para o vídeo e em 2010 ganhou massa crítica ao adotar uma assinatura acessível para todos os públicos.

Perceba com os exemplos, como uma indústria próxima a sua ou totalmente diferente pode influenciar o seu mercado e ser a chave de inspiração para você criar algo novo e atingir o seu público com um Zeitgeist. Enfim, chegamos ao ponto mais importante do artigo: O de você pensar em seu modelo de negócio e refletir sobre como outras indústrias e modelos diferentes do seu podem agregar valor ao produto ou serviço que você tem hoje em dia. Para concluir vejamos se você consegue responder a pergunta a seguir.

O Google é um buscador que se diferenciou dos outros pela tecnologia, que re-inventou totalmente a forma de encontrar algo na internet. Mas vamos voltar ao ano de 1998 (ano de criação do google) e lembrar como eram os buscadores da época, apresentando seus resultados em índice estático e alguns usando ainda a interação humana para aprovar sites em seu índice. Onde está o Zeitgeist?

Como Inovar Em Modelos de Negócios

Muita gente tem ideias, mas inovar tem a ver com gerar valor – criar um sistema em torno de algo concreto que possa ter espaço no mercado. Nessa palestra, o Empreendedor Endeavor Marcelo Salim dá dicas valiosas para entender as inúmeras formas de inserir inovação no seu modelo de negócios – a forma como você cria e entrega valor para clientes, fornecedores e parceiros.

Bate-papo sobre negócios

Empreendedor,

Na próxima semana reservei um espaço especial em minha agenda para conversar com você sobre os novos formatos de empreender. Estou criando um novo treinamento baseado em Visual Strategy reunindo diversas ferramentas inovadoras para todos que já estejam no mercado ou queiram iniciar um negócio, aperfeiçoar uma ideia, validar uma proposta de valor e por ai vai.

Na conversa poderemos conversar sobre o Canvas do seu modelo de negócio, validação de ideia, criação de personas para estratégia, funil de vendas, estratégias diferenciadas para venda online, etc. Mas a conversa também pode ser sobre coaching, opções profissionais, etc. Enfim, sobre qualquer assunto que tenha relação direta com o seu emprego, suas opções para empreender e mudar o mundo.

A conversa é rápida (no máximo 20 minutos), grátis, via skype (usuário: cmbfilho) e acontecerá de segunda a sexta às 11:00 / 11:20 ou 11:40. Qual o melhor dia e hora para você? Responda através do seguinte endereço: https://claudiombrito.youcanbook.me/

Será um prazer conversar com você.

Um grande abraço.

Ford e a linha de montagem baseada em um açougue

Os carros criados por Ford e pelas companhias fabricantes de época eram considerados como luxo e símbolo de status por serem “feitos à mão” e, portanto, extremamente caros e isto incomodava Ford que dizia que preços altos dificultavam a expansão do mercado. “Eu vou construir um carro para as multidões”, dizia ele. “Assim como um pino é igual a outro pino quando sai da fábrica, e um palito de fósforo é exatamente igual ao outro, assim serão os carros.”

Os automóveis de então eram muito pesados e Ford se dedicou a eliminar o desnecessário dos seus carros tornando-os assim não só mais baratos, mas também mais econômicos. Finalmente em 1o. de outubro de 1908 o famoso Modelo T é lançado. Nos anos iniciais, este automóvel era fabricado da mesma maneira que qualquer outro no país, mas a crescente demanda obrigou Ford a repensar o modelo de fabricação dos seus carros.

Embora tido popularmente como tal, Henry Ford não foi o inventor do automóvel e tampouco da esteira em linha de montagem. Mas certamente foi ele quem revolucionou completamente o uso desse dois. Certa vez em visita a um açougue, viu como um boi pendurado em um trilho passava por diversos homens, cada um ia tirando um corte de carne, até que, “no fim da linha”, sobrava só a carcaça. Ford utilizou esse princípio só que ao contrário. Seus operários ficariam parados agregando partes à carcaça do automóvel à medida que esse ia passando por eles sobre uma esteira – e mais tarde pendurado em trilhos. Quando esta técnica foi amplamente utilizada em suas fábricas, o tempo de montagem do chassis do Modelo T caiu de 12 horas e 30 minutos para 5 horas e 50 minutos. Em 1914, 13 mil trabalhadores na Ford produziram 260.720 automóveis. Em comparação, o resto da indústria usou 66 mil trabalhadores para produzir 286.350 automóveis.

Bertha Benz e o primeiro passeio automobilístico

Bertha Benz, casada com Karl, decidiu fazer a publicidade do Patent-Motorwagen de maneira única—ela tomou o Patent-Motorwagen Nr. 3, supostamente sem o conhecimento de seu marido, e dirigiu-o na primeira viagem a longa distância de automóvel, a fim de demonstrar sua viabilidade como meio de viagem a longas distâncias.

A viagem ocorreu no início de agosto de 1888, quando a senhora empresária levou seus dois filhos Eugen e Richard, quinze e quatorze anos de idade, em um passeio de Mannheim passando por Heidelberg e Wiesloch (onde ela comprou benzina como combustível em uma farmácia da cidade, fazendo-a o primeiro posto de combustível da história) até sua cidade natal Pforzheim.

Além de ser motorista, Bertha também foi mecânica, limpando o carburador com o alfinete de seu chapéu e usando uma jarreteira para isolar um fio. Ela reabasteceu na farmácia local de Wiesloch e quando os freios estavam gastos pediu a um sapateiro local para costurar couro no bloco de freio, e assim fazendo inventou a lona de freio durante a viagem. Isto mostra que Bertha Benz tinha conhecimento técnico e espírito inventivo.

Após enviar um telegrama a seu marido ao chegar a Pfrzheim, passou a noite na casa de sua mãe e voltou para casa três dias depois. A viagem total foi de 194 km.

Na Alemanha um desfile de automóveis antigos comemora esta viagem histórica de Bertha Benz a cada dois anos. Em 2008 a Bertha Benz Memorial Route foi oficialmente reconhecida como uma rota de herança industrial da humanidade. Agora todos podem seguir os 194 km sinalizados de Mannheim via Heidelberg a Pforzheim (Floresta Negra) e retorno.

O que poucos sabem é que naquela época ninguém acreditava no automóvel e percorrer 194 km com aquela geringonça era algo impensado, principalmente para uma mulher. O feito da senhora Benz (única investidora do projeto do marido) ainda é mais notável ao perceber que ela não só provou ser possível percorrer grandes distâncias como criou diversas soluções inovadoras para aquele invento.

John Dulop e a invenção do Pneu

Em 1888, o veterinário e inventor escocês, John Boyd Dunlop, desenvolveu o primeiro pneu com câmara de ar para um velocípede de seu filho de nove anos de idade, antes disso, as rodas eram de madeira, ferro, ou materiais compostos, o que prejudicava a condução e conforto.

O triciclo era utilizado para ir a escola pela ruas esburacadas de Belfast. Para resolver o problema de trepidação, Dunlop inflou alguns tubos de mangueira de latex, utilizados em medicina, através de uma bomba de ar de inflar bolas. Depois, envolveu os tubos com uma manta de lona para proteger e colocou em volta da roda do triciclo. Desde então, a maioria das rodas tinham no máximo rodas maciça de borracha ou madeira, porém, o pneu inflável foi notavelmente sua invenção.

Desenvolveu-se a idéia de patente de um pneu com câmara em 7 de dezembro de 1889. Dois anos depois de concedida a patente, Dunlop foi informado que sua patente foi invalidada devido a uma invenção de um escocês chamado Robert William Thomson, que havia patenteado a idéia na França em 1847, e nos Estado Unidos em 1891. Dunlop ganhou a batalha legal contra Robert William Thomson e revalidou sua patente. O desenvolvimento do pneu com câmara foi crucial para a expansão do transporte terrestre, com introdução de novas bicicletas e automóveis.

Foque na solução: o caminho para vencer problemas com eficiência

Quando a NASA iniciou o lançamento de astronautas, logo descobriram que as canetas não funcionariam em gravidade zero.

Para resolver esta questão, contrataram a Andersen Consulting, hoje Accenture.

Empregaram uma década e 12 milhões de dólares. Conseguiram desenvolver uma caneta que escrevesse com gravidade zero, de ponta cabeça, debaixo d’água, em praticamente qualquer superfície incluindo cristal e em variações de temperatura desde abaixo de 0 ate mais de 300 Celsius…

…Os russos utilizaram um lápis.

A solução e o problema dos russos

Quando nos deparamos com um tipo de problema, é comum as pessoas ficarem pensando nele. Fomos condicionados culturalmente a matutar em cima daquilo que nos atrapalha e aflige de maneira circular. O que quero dizer com isso? É muito simples. Um pensamento circular significa que:

  • Você pensa em “algo”
  • Então reflete sobre os desdobramentos desse “algo”
  • Por fim, você retorna a pensar nesse “algo”

Isso é particularmente real quando se trata de problemas. Algumas pessoas parecem ter caído no ciclo vicioso do pensamento circular. Como isso se aplica a história dos americanos e russos (e suas canetas e lápis)?

A atitude dos americanos em investir milhões para fabricar uma caneta pronta a qualquer ambiente focava claramente na qualidade do produto. No entanto, não houve eficiência: o projeto demorou anos, foi extremamente caro e – pelo menos no início – casou apenas a impressão de um luxo qualquer.

Os russos, por sua vez, foram extremamente eficientes. Utilizaram um material de baixo custo e fácil produção. No entanto, a qualidade ficou relegada a segundo plano. Não à toa, ocorreram sérios problemas para se fazer anotações legíveis no espaço, quebra de pontas de lápis e – consequentemente – entraves nas atividades.

Houve uma excessiva preocupação com o problema e passou-se um bom tempo nele. Seus desdobramentos só aumentavam e voltava-se, no fim, a ele. Eis o “x” da questão. ue

Como combinar, então, eficiência com qualidade?

Nem russos, nem americanos!

Ambos, americanos e russos, a despeito de terem encontrado a solução para um problema em comum, ficaram excessivamente a mercê de condições externas. Isto, para o empreendedorismo, é péssimo.

Todo negócio, de algum modo, dependerá de fatores que fogem ao seu controle. No entanto, é preciso tomar cuidado quando isto se torna o pilar da situação. É possível que se perca eficiência para manter a qualidade, ou o inverso. Dependendo do caso, até mesmo os dois.

Quando se comunica a necessidade de pensar na solução, em vez do problema, significa dizer que ocorrerá uma inversão no modo como se processa uma situação desafiadora. A partir do momento que isto se torna um hábito, eficiência e qualidade combinam-se. Isto também quebra com o pensamento circular.

Mas… Do que está se falando realmente? A que inversão se refere?

Quando focamos no problema, imaginamos que devemos resolvê-lo. Não é? E se eu disser que não é bem por aí?

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Da filosofia reducionista do problema para o pensamento holístico da solução

E se em vez de você focar no problema, comece pensar na necessidade de melhorar o negócio, o empreendimento, o produto, o que for?

A lógica é mais simples do que aparenta. Quando a questão é a problemática, restringe-se o pensamento a um ponto específico a ser resolvido. É focal e reducionista. Os russos e americanos teimaram com suas canetas e lápis. E, se em vez disso, houvesse um investimento para que se criasse áreas pressurizadas com gravidade gerada pela nave?

Isso ocorreu futuramente, porém a curto e médio prazo era mais vantajoso do que gastar milhões com caneta. De quebra, a nave receberia melhorias e avanços tecnológicas ocorreriam em razão disso. A qualidade estaria garantida. A eficiência nem se fale.

Você pode se perguntar se isso não pode se mostrar caro em determinados contextos. A reposta é: sim e não. Isto ocorrerá caso o planejamento realizado seja inviável – não que o foco da solução seja “problemático”.

É preciso entender que estamos falando de uma proposta adaptável por natureza. A solução que se procura é o próprio empreendedorismo que dirá: com seu plano de negócio, visão de mundo e pressão do mercado. Pelo contrário, focar no problema pode ser o tiro cego incapaz de perceber essa dinâmica.

A solução: uma mudança voltada ao futuro

Uma compreensão importante a se fazer é a de que pensar em soluções é sair do presente, para se projetar no futuro. Isto requer uma boa dose de planejamento e criatividade.

Já compreendemos que este tipo de filosofia nos coloca em posição de pensar num todo em funcionamento, em vez da simples soma das partes. Quando se tem esse tipo de visão, fica fácil concluir que esse mesmo todo sustentável receberá pressões ainda maiores no futuro para se manter – pela sua própria expansão.

Você pode dizer: eu já penso em tudo isso!

Pensa mesmo?

Convido-lhe a refletir sobre tudo o que leu, com calma. Depois repasse a forma como tem gerido seu negócio. Responda a três perguntas:

  • minhas “soluções” combinam eficiência com qualidade?
  • estou resolvendo um problema ou melhorando meu negócio?
  • o meu planejamento foca somente no presente ou também no futuro?

Caso esses três requisitos estejam sendo preenchidos, então o seu empreendedorismo certamente já segue caminhos mais saudáveis. Se não – e seja sincero – , será interessante revisitar seus valores.

 

 

 

 

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