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IMPORTANTE:
As orientações abaixo devem ser utilizadas apenas como referência, sendo que a Anjos do Brasil não se responsabiliza pelas interpretações abaixo indicadas. 
As análises apresentadas destinam-se apenas a ser mais um elemento informativo e todos são fortemente encorajados a procurar aconselhamento legal e técnico a respeito dos temas aqui indicados.
1. Quais os benefícios que esta lei trouxe?
Esta lei trouxe como principais benefícios:
1. A proteção ao investidor anjo com relação a eventuais passivos que a empresa possa vir a ter. A perda do capital investidor é um risco aceito pelos investidores anjo, porém, um de seus grandes receios é que, além de perder o seu capital investido, em caso de a empresa vir a ser cobrada por dívidas, em especial fiscais e/ou trabalhistas, a justiça determinasse a desconsideração da personalidade jurídica da empresa, penhorando os bens dos sócios, inclusive os do investidor. Pelo inciso I do § 4o  do art. 61-A ficou estabelecido que o investidor anjo “não responderá por qualquer dívida da empresa, inclusive em recuperação judicial, não se aplicando a ele o art. 50 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil;” que é o que define a desconsideração da PJ.
2. Outro grande benefício trazido pela lei é o fato de o investimento anjo não mais desenquadrar a empresa investida do SIMPLES. Ou seja, a empresa poderá continuar a usufruir dos benefícios do SIMPLES, como impostos reduzidos e simplificação tributária.
2. E sobre a limitação do prazo de retorno de 5 anos para o investidor anjo? Como será o retorno do Investidor Anjo?
Sabemos que o retorno de investimentos em startups podem levar mais do que 5 anos. Infelizmente este prazo foi inserido durante a tramitação do projeto, mas entendemos que, se antes deste prazo, a empresa estiver indo bem, esta poderá se transformar em uma S/A e o investidor converter sua participação em ações. Isto desde que previsto no contrato de participação,  o que eliminaria esta limitação.
O retorno do investidor anjo idealmente ocorre através da venda de sua participação na empresa, seja conjuntamente com os empreendedores ou individualmente para outro investidor (ex.: fundo de investimento), entretanto a lei prevê a modalidade de resgate conforme determinado no art. 1031 do código civil para sociedades, limitado ao valor original do investimento corrigido, lembrando que o art. 1031 determina que o valor seja calculado proporcionalmente ao patrimônio líquido; enfim, este é um cenário apenas aplicável no caso da empresa não ter um bom desempenho.
3. Como devo fazer para ter esta proteção?
Deverá ser feito um contrato de participação com base nas definições da lei e com cláusulas adicionais que venham a reger o mesmo, incluindo eventual conversão futura. A Anjos do Brasil irá elaborar um modelo de contrato com nossos parceiros e o publicará assim que estiver disponível.
4. Esta lei está valendo desde quando?
Os artigos 61-A, B, C, D entrarão em vigor a partir de 1/1/2017
5. Que outras limitações a lei impõe?
A lei estabelece que os investidores não poderão atuar na gerência nem ter voto na administração da empresa, isto a fim de deixar claro a separação do papel do investidor anjo em relação ao do empreendedor. Isto não significa que nas relações usuais o empreendedor não deva prestar contas nem deixar de conversar com o investidor em decisões estratégicas, pois isto é fundamental para uma parceria saudável e de longo prazo, além do que são nestes momentos que a experiência e conhecimento do investidor anjo faz toda diferença para o empreendedor.
As outras limitações que a lei define são que a distribuição de resultados para o investidor anjo é limitada a 50% do total, mas isto não é problema, tendo em vista a participação do investidor anjo normalmente ser sempre minoritária (<50%). Em caso de resgate, lembrando que se aplica somente quando a empresa faz a recompra da participação do investidor, este deverá ficar no mínimo 2 anos, o que também não é um grande entrave, pois é uma situação rara, visto que a saída mais comum é a venda da participação para um terceiro, previsto na lei.
6. Que outros benefícios a lei traz?
A lei estabelece o direito de venda conjunta da participação do investidor anjo em caso de venda da empresa, o chamado “tag along“, que já é de previsão bastante comum nos contratos. Com a lei este ponto fica pré-determinado, assim como mantido o direito de preferência.
Outro ponto positivo é que a lei prevê que o investimento anjo pode ser feito diretamente por pessoas físicas e por pessoas jurídicas, tais como holdings de participação, muito utilizadas por investidores anjo, além de por fundos de investimento. Com isto, fica ampliado o escopo de potenciais investidores.
Por fim, a lei também prevê regulamentação pelo Ministério da Fazenda em relação a tributação sobre os investimentos, e, neste sentido, já estamos articulando para que seja possível a equiparação de incentivos fiscais, como a isenção de ganho de capital para “PMEs” listadas na Bolsa de Valores e outros, demonstrando que, com estímulo em investimento para startups, não haverá renuncia tributária, pelo contrário, haverá aumento de arrecadação imediato, pois parte do investimento será revertido em impostos e contribuições como sobre a folha de pagamento, compra de equipamentos, contratação de serviços, etc.

Adeus ao Trabalho:
Crise do Sistema e
Revolução Tecnológica.

“Em qualquer fábrica de primeiro mundo, no lugar de operários agrupando peças e apertando parafusos, encontraremos diversas máquinas de última geração. Ao mesmo tempo, casas inteiras são construídas em poucas horas por uma impressora 3D gigante, envolvendo apenas uma ou duas pessoas no processo.”

Essa é a previsão do jornalista David Baker para os próximos anos, e ele não está exagerando, basta constatarmos o avanço da automação na vida diária dos cidadãos que vivem nos países centrais. Na Suíça, a maior parte dos supermercados já conta com caixas automatizados, permanecendo apenas um ou no máximo dois caixas humanos, e mais por uma questão de não espantar os clientes mais velhos, que costumam ser avessos aos caixas automáticos. Mas não é apenas para grandes empreendimentos que a automação avança a passos largos, ela também ganha espaço nos pequenos negócios ou mesmo no uso doméstico, como é o caso do robô Baxter desenvolvido pela empresa Rethink Robotics, que poderia ser considerado o carro popular dos robôs autônomos.  O atual estágio de automação é tanto que a maior parte das profissões será substituída por máquinas em questão de pouco tempo.

No entanto, não serão apenas os trabalhos da “blue collar” (classe trabalhadora que realiza trabalho manual) que serão substituídos por máquinas de todo tipo. Os da “white collar” (trabalhadores cujo trabalho não é considerado manual) também estão ameaçados para os próximos 10 ou 20 anos. Basta observar a quantidade de empregados que são necessários em diversos trabalhos burocráticos hoje e quantos eram necessários antes da revolução digital. Um software pode substituir muitos profissionais e ainda tornar o trabalho deles muito mais rápido, eficiente e produtivo: “no site da revista Forbes, notícias sobre mercado já são redigidas em nanossegundos por um robô. Existe um software capaz de diagnosticar pacientes com câncer com muito mais acerto do que os próprios médicos. Um programa de computador acerta 7 a cada 10 decisões da Suprema Corte nos Estados Unidos. Qualquer trader do mercado financeiro sabe que computadores potentes são capazes de fazer transações mais rápidas e lucrativas do que eles próprios”, relata Baker.

A ficção prevendo o inevitável: mesa de cirurgia automatizada, do filme Prometheus, de Ridley Scott.

A maior parte das profissões não braçais tem grandes chances de ser robotizadas nos próximos anos. A profissão de contador, por exemplo, tem 98% de chances de ser completamente automatizada. A de programador de computadores, 50% de chances. Mas mesmo que não haja uma automatização total das profissões, grande parte delas será automatizada em muitos níveis, o que torna o já famoso desemprego estrutural próprio ao capitalismo ainda mais desesperador. Nem empregos que antes eram considerados totalmente seguros, como os de médico, professor e advogado, escaparão à quarta revolução industrial, pois, diferentemente das outras três, ela atingirá a totalidade da sociedade e não apenas o chão da fábrica. É o caso dos professores, que já estão sendo substituídos por vídeo aulas gravadas ou ao vivo. Diagnósticos de doenças já são dados com precisão por máquinas utilizando-se apenas de uma gota de sangue dos pacientes. Mesmo operações cirúrgicas estão na mira da robótica: em outubro de 2016, um robô realizou uma cirurgia para a restauração de visão na Inglaterra. Apesar de ser operado por um médico, ele já eliminou a necessidade de alguns auxiliares na mesa de cirurgia e, provavelmente, daqui a poucos anos, o próprio médico poderá ser eliminado do procedimento.

Basicamente, hoje em dia não apenas os trabalhos braçais estão ameaçados, mas também os chamados trabalhos qualificados. E as consequências sociais desse processo podem ser terríveis numa sociedade que se ergueu sobre a ideia da sacralidade do trabalho.

Um servo da Idade Média trabalhava bem menos do que você


C
omo já ficou claro num dos artigos da jornalista Lynn Parramore (o qual você pode conferir na própria Voyager aqui) e assim como muitas pesquisas históricas mostram, a ideia de que no feudalismo as pessoas trabalhavam até cair duras é apenas um mito criado por ideólogos iluministas com o intuito de naturalizar longas jornadas de labuta. Na realidade, grande parte da demonização do feudalismo como uma idade das trevas é pura propaganda feita por esse ideólogos, com o intuito de convencer  que o novo sistema que surgia, o capitalismo, era um avanço em relação à Idade Média. A verdade é que um servo feudal trabalhava muito menos do que um brasileiro do século XXI – e menos ainda do que um operário do século XIX, o qual chegava a fazer jornadas de 16 horas diárias – e a esmagadora maioria das perseguições das igrejas católica e protestante aos “desvios”, como bruxaria e judaísmo, aconteceram na Idade Moderna, entre os séculos XVI e XVIII, em pleno Iluminismo.

A verdade é que o trabalho – palavra que deriva de tripalium, um instrumento de tortura – sempre foi visto como atividade de escravos e servos e não de seres humanos dignos. A ideia de que o trabalho dignifica o homem surgiu no capitalismo junto das instituições criadas para disciplinar os nascentes operários assalariados, como prisões e escolas. Antes disso era visto como uma punição de Deus ao pecado original, não possuindo nada de edificante.

A nossa sociedade naturalizou o trabalho e o tornou atividade própria ao ser humano virtuoso. Aquele que trabalha é um homem de bem, honesto, provavelmente uma boa pessoa. O que não o faz, é um vagabundo, parasita, desonesto e merece ser colocado a ferros. E, durante o surgimento do capitalismo industrial, homens que não trabalhavam eram realmente colocados a ferros. Pessoas eram presas para serem disciplinadas no trabalho industrial nas prisões – ou seja, a Gulag soviética nada mais foi do que a versão do socialismo real para o trabalho forçado já existente no capitalismo industrial.

Camponeses, os quais estavam acostumados a seguir a vida natural – ditada pelas estações do ano e pelo clima, pelos ciclos da natureza, pelo dia, tempo de trabalho, e pela noite, tempo de descanso – de repente se viram obrigados a trabalhar sob a luz de lâmpadas, fazendo da noite dia e precisando seguir os ritmos ditados pelas máquinas e não pela mãe natureza. Na verdade, dificilmente pode-se chamar o que o camponês feudal fazia de trabalho como entendemos hoje em dia, pois suas atividades de produção eram ditadas por lógicas completamente diferentes das lógicas próprias à sociedade capitalista industrial. Eram guiadas pelas lógicas da tradição, religião, costumes, ciclos naturais, etc. Já na sociedade do Capital – a máquina puramente numérica de moer gente – o trabalho é guiado pela lógica do dinheiro fazer mais dinheiro e pelo tempo vazio e abstrato do relógio, o qual é sempre igual – diferentemente do tempo feudal, que era concreto, pois regulado pelas atividades sociais – como festas religiosas –, biológicas e naturais, ou seja, pelos tempos do corpo e da natureza.

Na sociedade feudal, o sono era sagrado, e não o trabalho. O descanso, as festas religiosas, isso era sagrado. Já no capitalismo, o sono é uma afronta, pois quem dorme não produz. Dessa forma, até mesmo o sono deve ser eliminado para aumentar a produtividade. E para que aumentar a produtividade? Para fazer o dinheiro fazer mais dinheiro e não para melhorar a vida das pessoas. O Iluminismo, com sua lógica pragmática e utilitária, prometeu ser a luz do mundo e realmente assim se tornou: não deixa mais as pessoas dormirem à noite, pois o trabalho deve se estender até quando a luz elétrica o permite.

Hoje em dia, com essa montanha de desempregados e subempregados que existem no mundo, alguém realmente acha que são necessárias 40 horas de trabalho semanal para manter a produtividade existente? Com esse monte de tecnologias produtivas? É claro que não. Só um louco ou um cínico para afirmar que sim. Mas a sociedade do Capital é a sociedade do cinismo, pois nela a liberdade depende do dinheiro e a igualdade é só no papel, pois alguns precisam vender sua força de trabalho para não morrerem de fome enquanto outros não.

A Crise do Trabalho

quantidade de desempregados realmente existentes hoje no mundo é sempre maquiada por dados viciados. Por exemplo, nos EUA, só são considerados desempregados para as estatísticas oficiais aqueles que procuraram emprego nos últimos 12 meses. Se um camarada simplesmente desistiu de procurar trabalho, é simplesmente eliminado dos números oficiais. O capitalismo sempre precisou dos desempregados para forçar os trabalhadores a aceitarem baixos salários e cortes em seus direitos trabalhistas. Como dizem por aí, não dá para fazer greve em crise econômica, pois você pode ser facilmente substituído por outro dos milhões que estão na fila do desemprego. Mas, a partir da revolução digital da década de 70, quando começou para valer a atual crise estrutural do sistema, o capitalismo criou a categoria dos “inimpregáveis”, gente que já não pode mais ser absorvida pelos mercados de trabalho e consumo sob condições normais e precisa sobreviver comendo o pão que o diabo amassou. E, conforme a tecnologia avança, essa situação tende a piorar muito. Nos próximos dez anos, essa questão já será extremamente insustentável.

A lógica do avanço tecnológico deveria ser o de nos servir e não de causar exclusão.

E por que insustentável? Por duas razões principais. Primeira: com o desemprego estrutural avançando, a demanda por mercadorias cai, pois, com menos gente empregada, menos gente existe para consumir sob condições adequadas à necessária manutenção do crescimento sem fim do dinheiro que mantém o capitalismo. Lembrem-se, no capitalismo existem duas riquezas diferentes: material e imaterial. A riqueza material são os objetos vendidos como mercadorias, os quais são úteis ou necessários às nossas vidas biológica e social. Um celular não é necessário à vida biológica, mas, hoje em dia, é indispensável à nossa vida social. A riqueza imaterial é o dinheiro, os números que precisam sempre crescer. A “ciência” econômica – sempre estúpida e que só é útil para manter os privilégios de poucos – diz que o objetivo do sistema é produzir aquilo que é necessário à vida das pessoas.

Já a crítica da economia, muito mais sóbria, nos informa que o objetivo do sistema de mercado é fazer o dinheiro crescer cada vez mais, os lucros monetários gerarem mais lucros monetários. E como fazer o dinheiro crescer cada vez mais? Pela transformação das coisas necessárias às vidas das pessoas em mercadorias. Vejam bem, mercadoria não é algo natural e sim social. As coisas não têm naturalmente um preço. Os preços, o dinheiro e a mercadoria são criados por processos sociais. As coisas simplesmente são coisas. Quando nós usamos o termo “mercados de preços” simplesmente estamos falando de algo criado pela sociedade. Infelizmente a economia – sempre estúpida e tosca – naturaliza algo que é social. E ainda por cima nos diz que existem leis eternas em algo que foi criado pelo homem. Só rindo mesmo. Contabilidade e econometria são o ápice da fetichização humana em cima de coisas que só existem porque nossas mentes fazem com que existam. Quando um economista – esse sacerdote do Capital, esse idiota fetichizado – nos fala sobre crescimento do pib, está falando do crescimento de números. A reprodução da vida e a produção do que é necessário à vida ficam para segundo ou terceiro planos.

A segunda razão pela qual o processo pelo qual estamos passando é insustentável nos é ensinada pela economia política clássica (e também por sua crítica). A economia política clássica, muito mais inteligente e sensata do que as fantasias neoclássicas, nos diz que o que gera valor é o trabalho humano – valor sendo uma coisa e preço de mercado sendo outra, que bem nos lembremos disso. Ora essa, o valor é criado globalmente pelo trabalho produtor de mercadorias. O trabalho que não produz mercadorias, mas apenas possibilita que elas sejam comercializadas, não gera valor, é trabalho “invalorativo”. E o grosso do valor produzido é gerado na indústria. Pois bem, com a automatização industrial possibilitada pela revolução da automação – analógica e digital – a partir da década de 60, o valor produzido passou a ser insuficiente para fazer o sistema funcionar normalmente. A queda na taxa de lucros é visível desde o final dos anos 60. O neoliberalismo foi uma resposta à queda dos lucros dos empresários. Mais carne e sangue tiveram de ser arrancados para que os números crescessem.

A verdade é que hoje em dia, com toda a tecnologia disponível, já não é necessário a seres humanos, entidades nascidas para a cultura e para o pensamento, se humilharem em jornadas de 10 ou 12 horas diárias. O fenômeno do karoshi, como é chamada a morte por excesso de trabalho no Japão, é a última indignidade produzida por esse sistema em que vivemos. E essa indignidade vai permanecer enquanto a sociedade for guiada pela necessidade fetichizada do dinheiro fazer mais dinheiro, do lucro fazer mais lucros. Ou nos libertamos disso, ou o futuro muito próximo vai ser o de milhões e milhões de desesperados sem encontrarem maneiras de se sustentarem.

Fonte: http://voyager1.net/economia-politica/adeus-ao-trabalho/

Netflix cresce e promete investir 5 bilhões de dólares em conteúdo original em 2016

Serviço conquistou 3.3 milhões de novos assinantes durante o segundo trimestre de 2015

A Netflix anunciou hoje, em relatório para investidores, que conquistou 3.3 milhões de novos assinantes em seu serviço de streaming durante o segundo trimestre de 2015. Representa quase o dobro em relação ao mesmo período no ano passado.

Desse total de novos assinantes, 2.4 milhões são dos EUA, totalizando 42 milhões de membros no país. Continuamos sem números específicos do Brasil – não revelados pela empresa – mas sabemos que a Netflix acumula 23 milhões de assinantes em outros países.

 O serviço deve expandir para Japão, Espanha, Itália e Portugal ainda este ano, chegando na China em 2016. A previsão é de que até o fim de 2015 o total de assinantes chegue a 69.1 milhões em todo o mundo. Detalhe: 5.3 milhões de membros ainda recebem filmes em DVD via correio.

Quanto a receita, a estratégia continua sendo aumentar a base em detrimento do lucro. Apesar do crescimento de arrecadação – US$ 1.48 bilhão de dólares no último trimestre – a Netflix ainda opera no vermelho. As ações, por outro lado, cresceram mais de 100% no ano.

Outros dados do relatório apontam a importância das produções originais do serviço. 90% dos assinantes já assistiram alguma série ou documentário exclusivo da Netflix. Para 2016, o plano é investir 5 bilhões de dólares em conteúdo proprietário, mais US$ 1 bilhão em marketing.

Em consumo de banda nos Estados Unidos, a empresa representa 36% do total, contra 2% da Amazon e 1.9% do Hulu.

Fonte: http://www.b9.com.br/59372/entretenimento/netflix-cresce-e-promete-investir-5-bilhoes-de-dolares-em-conteudo-original-em-2016/

Governo de Minas vai investir R$ 1 bilhão em inovação

Investimento do governo mineiro, na forma de fomento ao setor, foi anunciado a empresários durante a Finit, feira internacional realizada em BH

Falar que Minas Gerais é polo de tecnologia e inovação e que começa a se destacar internacionalmente no setor não é exagero. O estado tem o maior número de incubadoras do país e ocupa o segundo lugar em desenvolvimento de startups. Em terras mineiras ainda estão localizados cinco parques tecnológicos, além do maior número de universidades federais. A despeito disso, muitas vezes, falta uma ponte entre os criadores e os investidores. Para tentar ajudar nessa conexão, começou nessa quinta-feira (9) em Belo Horizonte a Feira Internacional de Negócios, Inovação e tecnologia (Finit), no centro de convenções Expominas. Durante o evento serão promovidos encontros para viabilizar negócios e ajudar no desenvolvimento dessas atividades.

“A intenção agora é fazer com que idealizadores, empresas e investidores façam essa conexão e, assim, possam gerar negócios. O evento ajuda, inclusive, a desenvolver o estado”, afirmou Miguel Corrêa, secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Ele anunciou que o governo de Minas pretende investir R$ 1 bilhão ao longo dos próximos quatro anos e adiantou outras medidas de fomento da tecnologia no estado.

Além da expansão do Seed – programa de apoio a empreendedores que desenvolvam projetos de negócio com base tecnológica em Minas –, o governo do estado deve lançar até o fim do ano dois programas de desenvolvimento de startups voltados para alunos do ensino médio e também para universitários. No primeiro, chamado de Startup Júnior, o público será de alunos dos três anos do ensino médio, com foco nos que cursam o terceiro ano.

Esses estudantes terão a oportunidade de desenvolver uma startup, contando com todo o apoio de corpo técnico e terão aula durante seis meses sobre tecnologia. Ao fim desse prazo, se aprovadas, as ideias podem ser até financiadas. Outro braço da iniciativa, voltado para os universitários – batizado inicialmente de Startup Universitário –, também terá investimentos do estado em formação profissional. Os aprovados terão um ano de treinamento e ainda a possibilidade de ter aprovados investimentos pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig). O edital com os detalhes dos projetos deve ser lançado em dezembro.

De acordo com o secretário, terão destaque os projetos de startups com tecnologias voltadas para áreas em que Minas já se destaca, como mineração e agropecuária. “Nós vamos deixar a fantasia criativa livre, mas iniciativas com soluções interessantes para áreas em que o estado já se destaca terão prioridade”, afirmou.

Ainda dentro da Finit será realizada a arena de negócios, espaço do “Movimento 100 Open Startups” plataforma internacional para conectar as empresas de tecnologia com grandes organizações e fundos de investimento. Durante o evento está previsto o primeiro ranking mineiro das startups mais atraentes para o mercado.

CAMPUS PARTY A Finit se propõe ser uma espécie de hub de negócios, reunindo diversos eventos em um só local, com foco em promover o intercâmbio e fomentar o que há de mais avançado em tecnologia, inovação e empreendedorismo. Faz parte da programação a primeira edição da Campus Party em Minas. O evento é considerado a maior experiência tecnológica do mundo nas áreas de ciência, criatividade, games, empreendedorismo e entretenimento digital.

Para o presidente da Campus Party, Francesco Farruggia, a experiência de trazer o evento para Minas Gerais é um passo importante e ajuda a inserir o estado e a capital mineira no circuito de locais inteligentes no mundo. “Realizar um evento como esse é muito complicado e aqui em Minas conseguimos realizar. Os mineiros são danados e se destacam nesse campo da inovação. É muito importante para a Campus Party chegar aqui”, disse. A expectativa dos organizadores é que a Finit atraia cerca de 50 mil visitantes até domingo. Só na primeira Campus Party devem ficar cerca de 1 mil pessoas acampadas, desfrutando de programação durante 24 horas.

Serviço
Finit
Duração: até domingo
Local: Expominas
Confira a programação completa no em.com.br/finit

 

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2016/11/10/internas_economia,822695/governo-de-minas-vai-investir-r-1-bilhao-em-inovacao.shtml

Ashish Khandpur: as armardilhas de diminuir o investimento em inovação durante a crise

Chefe global de pesquisa e desenvolvimento da 3M sobre inovação como uma “buzzword”, a relevância do Brasil na estratégia global e a ascensão de executivos indianos a altos cargos nos Estados Unidos.

Ashish Khandpur comanda uma das máquinas de inovação mais longevas e copiadas do mundo dos negócios: a centenária 3M. Nos 114 anos de atuação da empresa, seus laboratórios, hoje sob a batuta de Khandpur, já criaram produtos usados por milhões de pessoas ao redor do mundo diariamente, como o Post-it e a fita adesiva (conhecida popularmente no Brasil como durex).

A situação que Khandpur encontrou, desde que assumiu a posição de sênior vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento e Chief Technology Officer (CTO), em julho de 2014, precisa muito de inovações do tipo. A realidade que o indiano deve enfrentar não comporta o saudosismo de invenções passadas.

O crescimento da 3M está desacelerando, fruto tanto da crise que atinge alguns dos países onde estão umas das maiores operações da empresa (como o Brasil, por exemplo) quanto da valorização do dólar no cenário estrangeiro.  Como 60% das vendas da 3M são feitas em outras moedas, quanto mais o dólar se fortalece menor fica a receita da companhia pelo mundo.

Frente ao cenário desafiador, a 3M resolveu abrir os cofres. Khandpur terá mais dinheiro para gastar em pesquisa e desenvolvimento nos próximos anos. Em 2012, a empresa gastou 5,5% da sua receita em inovação. O objetivo em curto prazo é aumentar a relação para 6%. Em números absolutos, isso pode significar US$ 150 milhões adicionais ao cerca de US$ 1,8 bilhão que a 3M gasta todo ano em pesquisa e desenvolvimento.

“Nós não diminuímos o investimento em pesquisa e desenvolvimento em tempos ruins. Na verdade, nossa estratégia é investir mais agressivamente [quando o mercado não está bom], o que nos dá uma vantagem competitiva”, afirmou.

Em visita ao Brasil, em agosto, Khandpur sentou-se para conversar com exclusividade com Época NEGÓCIOS em um hotel na Zona Sul de São Paulo. Além do aumento nos investimentos, falou sobre inovação como uma “buzzword”, a relevância do Brasil na estratégia global e a recente ascensão de executivos indianos a altos cargos nos Estados Unidos.

Como o processo de inovação da 3M, usado como inspiração por muitas empresas, evoluiu no último século?
De diversas maneiras. Primeiro, o processo de inovação precisa estar conectado ao mercado externo e às mudanças que estão acontecendo com nossos clientes e o setor. São essas as mudanças que determinam quão rápido e como nós inovamos. Nosso lema é “ciência aplicada à vida”. No fim do dia, nós não queremos apenas fazer ciência. Queremos fazer algo útil que venda e crie valor para nós e nossos clientes.

Quando a base de clientes muda – e isso aconteceu algumas vezes nos últimos 100 anos -, você precisa sair de St. Paul [onde está a sede da 3M] e expandir geograficamente. Hoje eu estou no Brasil, ontem eu estava no México, ainda vou para Índia, China e Indonésia… Todos esses clientes têm suas demandas únicas. Algumas são similares, outras são bem diferentes, algumas são locais.

Agora, estamos em um mundo onde muita coisa é influenciada pelo digital. A 3M vem se transformando nesse sentido. Queremos ter certeza que entendemos como o mundo digital está e como vai afetar nossos clientes e, portanto, como vai afetar nossos negócios e processos. Então, tendências de clientes, de mercados, de mudanças de geografia, tudo isso provocou mudanças nos nossos processos de inovação.

Em momentos de crise, é tentador cortar o investimento em pesquisa e desenvolvimento e direcioná-lo a outras divisões. É uma armadilha em curto prazo?
Na maioria das vezes é. Nós não diminuímos o investimento em pesquisa e desenvolvimento em tempos ruins. Na verdade, nossa estratégia é investir mais agressivamente [quando o mercado não está bom], o que nos dá uma vantagem competitiva.

Em números, o que isso significa?
Na 3M, nós falamos que Pesquisa e Desenvolvimento é o pulso da companhia. A empresa gastou [no setor] uma quantia significativa de dinheiro – US$ 1,8 bilhão no ano passado e US$ 8,5 bilhões nos últimos cinco anos. Ainda que as condições macroeconômicas tenham desacelerado, nós aumentamos nossos investimentos em pesquisa de 5,5% em 2012 para 5,8% das vendas no ano passado. A 3M entende a importância de pesquisa e desenvolvimento na inovação. É parte da nossa visão, essencial para a estratégia. É uma força fundamental da companhia.

Qual é o objetivo?
Aproximar-se de 6% [das vendas].

Em quais áreas podemos esperar esse investimento maior?
Healthcare e eletrônicos de consumo são áreas essenciais. A divisão de Segurança e Gráficos (SG) é outra muito importante para nós. Estamos tentando construir um negócio de segurança pessoal. Mas depende das necessidades dos clientes em cada geografia. Em alguns casos, estamos aumentando o investimento na divisão Industrial. Em países em desenvolvimento, as necessidades são diferentes das de países desenvolvidos. A infraestrutura ainda não está pronta. Nestes casos, os produtos industriais e de segurança se encaixam muito bem. Conforme as economias se desenvolvem, healthcare e eletrônicos de consumo se tornam mais importantes.

De onde vem o crescimento nos resultados financeiros da 3M nos últimos trimestres?
Eletrônicos de consumo, como você sabe, é um grande mercado, principalmente nos últimos anos. Obviamente, nós gostamos de atuar em setores que criam valor para nós e nossos clientes.  Nosso crescimento recente vem de eletrônicos de consumo e healthcare. São boas áreas de crescimento no futuro para nós. A divisão Industrial é a que mais traz negócios. Houve uma desaceleração econômica nessa área, mas achamos que nosso portfólio é bem relevante e está nos ajudando em um mercado em queda.

Não parece uma coincidência o aumento no investimento com essa desaceleração econômica. Existe uma conexão?
Depende do mercado. O mercado de eletroeletrônicos está em queda e nossos negócios na área foram afetados. Nós não estamos desconectados dos nossos mercados e dos nossos clientes. Nosso CEO [Inge Thulin] diz que nós controlamos o controlável. Há certas coisas que não podemos controlar. Moeda a gente não controla – até certa medida.

Houve também um impacto pela valorização do dólar, segundo o balanço da companhia.
Sim. E 60% das vendas da 3M são feitas fora dos EUA. No geral, a companhia fez um bom trabalho. Nossa divisão de healthcare cresceu quase 5% no último trimestre. Os negócios de SG e produtos de consumo cresceram entre 2% e 3%. Os eletrônicos e os produtos industriais foram mais afetados pelo contexto econômico.  Essas quedas econômicas são também momentos bons para garantir que estamos priorizando bem e inovando para que, quando o mercado voltar, possamos pegar uma maior participação de mercado.

Qual é a relevância do Brasil dentro da estratégia global da 3M?
O Brasil é uma das nossas principais subsidiárias. Em termos de receita, é um dos nossos dez maiores mercados. Gastamos mais de 5% das vendas locais em pesquisa e desenvolvimento. O Brasil é importante não só por ser uma grande economia, mas também porque nossos grandes clientes globais estão aqui, especialmente nos setores automotivo, healthcare, comidas e bebidas e varejo. Se estivermos mais próximos dos nossos clientes no Brasil, seremos capazes de vender de uma forma efetiva e ágil e também trabalhar juntos para, durante essa crise, torná-los mais competitivos.

Numa perspectiva de futuro, os setores e áreas de crescimento que eu mencionei continuarão a ser importantes tanto para o Brasil num futuro próximo como para nós. O Brasil foi importante no passado, continua a ser importante agora e vai ser importante no futuro.

“Inovação” virou uma buzzword. Hoje, toda empresa se diz inovadora. Para muitas, porém, o termo fica só no discurso. O que realmente faz uma companhia inovadora?
As pessoas são inovadoras de diferentes maneiras. Algumas companhias, em inovação de modelo de negócios. Outras, em inovação de produtos. Acredito que a 3M é uma empresa bem inovadora. O que faz a 3M inovadora são três pontos.

O primeiro é o foco real no mercado e no consumidor. O segundo é uma profundidade muito forte em ciência e tecnologia. Gosto de dizer que a 3M é construída sobre inovações de ciência, tecnológicas e de produtos. O terceiro é uma cultura altamente colaborativa, que nos permite fazer conexões realmente incomuns entre nossas tecnologias, os clientes e as necessidades do mercado. Acho que essa é a receita da 3M, na sua maneira mais simples.

Essas conexões incomuns são o que nos dão uma vantagem na inovação. Nós fazemos muito para garantir que essas três peças estejam em seus devidos lugares. Como um time de liderança, gastamos muito tempo garantindo termos pessoas motivadas para criar boa ciência e tecnologia, e que estejam engajadas com o cliente. A cultura de colaboração não evoluiu da noite para o dia. Foram mais de cem anos, por diferentes líderes, e continuamos alimentando-a. Juntar esses três pontos em uma forma incomum é a receita do sucesso da 3M.

Neste modelo, qual dos três pontos é o mais fácil de falhar?
Você pode ficar ultrapassado em tecnologia. Ela está mudando muito rápido e as demografias também estão mudando muito rápido. Cultura vem sendo criada há anos e pode resistir ao teste do tempo. A cultura de inovação da 3M estava lá antes de eu chegar e acho que continuará depois que eu sair. Meu ponto é que, em 114 anos, muitos gerentes, CEOs e CTOS passaram pela empresa, mas a cultura persistiu. É algo muito forte que a 3M criou.

A história de como o Post-it e a fita adesiva Scotch, dois dos maiores sucessos da 3M, foram criados envolve uma dose considerável de fracasso. Qual é a importância da tolerância ao fracasso para instaurar uma cultura inovadora em uma empresa?
Na minha cabeça, o principal ponto que determina o sucesso de uma empresa são seus funcionários. Inovação começa com gente. Sobre os funcionários, é preciso colocar um ambiente no qual eles possam assumir riscos, que não tenham medo de fracassar – se você quiser chamar de fracasso, já que a gente não chama. Queremos que nossos funcionários sejam “empreendedorísticos”, que tomem riscos. Queremos que entendam que é esperado que eles assumam riscos.

Temos programas como o Regra dos 15% [instituído em 1948, o programa permite que funcionários usem 15% do seu tempo para projetos diversos. O Google se inspirou na ideia para um programa similar, com 20% de tempo livre], nos quais eles podem assumir riscos. Se as pessoas têm boas ideias, temos um programa de financiamento da minha divisão que dá até US$ 200 mil para que eles testem essas ideias.  Quando você coloca desta maneira, as pessoas não ficam com medo de falhar. Elas se perguntam ‘por que não estou tomando riscos?’. É isso que você quer inculcar. Você não quer que todo mundo assuma riscos o tempo todo, já que você precisa gerenciar a produtividade da empresa também.

É aí que entra a liderança. Os gerentes, diretores e todo o resto do topo precisam criar processos que garantam um número suficiente de ideias vindo de baixo e que essas ideias são validadas do ponto de vista de negócios. Se você fizer esses dois corretamente, pode ter um bom balanço entre manter uma boa cultura de inovação e manter a produtividade da empresa.

Nos últimos anos, estamos vendo muitos indianos assumindo posições como CEOs ou na cúpula de comando de grandes empresas norte-americanas, como Satya Nadella na Microsoft e Sundar Pichai no Google. O que isso diz sobre o sistema educacional indiano?
Essa é uma pergunta difícil. Os EUA são uma economia muito diversa. O sistema é baseado na meritocracia, o que cria oportunidade para bons talentos, não só da Índia, mas de qualquer outro lugar. Eu vi isso no meu Ph.D. [Ashish nasceu e se formou na Índia, mas foi fazer seu Ph.D. nos EUA], onde 70% dos alunos não eram norte-americanos. Vi muitos talentos de diferentes nacionalidades trabalhando lado a lado para resolver grandes problemas. Para mim, isso é muito energizante e traz novas perspectivas. Indianos têm suas próprias perspectivas. Existem tantas línguas e religiões. Para mim, diversidade vem naturalmente. É fácil.  A outra característica que é natural aos indianos é a proposta de valor – essencialmente, como você consegue mais por menos. A Índia não era um país muito rico enquanto eu crescia lá.

Norte-americanos não têm isso tão claro pela abundância do país onde cresceram?
Não quero comparar. As pessoas têm capacidades e forças baseadas em onde elas cresceram e quem estava ao seu redor. A partir de onde vêm, indianos conseguem apreciar a diversidade e entendem muito bem o modelo de bons valores por preços baixos. Essa é uma forma de olhar a questão.

Se você pensa qual é a nação mais inovadora do mundo, nós podemos discutir, mas eu diria que os EUA são uma das mais. Não porque é administrada por indianos, chineses ou norte-americanos, mas porque o que a governa é o pensamento de que bom talento vem de todo lugar. Diversidade cria, no total, um valor maior do que quando é um único tipo de sistema. Esse modelo funcionou muito bem para os EUA. Para mim, pegar dois ou três indianos deste modelo… Deveria ser assim. Existem muitos indianos talentosos nos EUA e eles deveriam ter a oportunidade, assim como chineses, norte-americanos e todos os outros. Então eu não vejo nada de específico.

Se você olhar para a 3M, o comitê de operação é bem diverso. Temos um vice-presidente executivo que é coreano, um espanhol, um canadense e um indiano. É a prova que, para uma grande empresa tradicional, sediada no meio dos EUA, como a 3M, é o pensar grande que importa, não especificamente as pessoas.

 

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2016/11/ashish-khandpur-diminuir-o-investimento-em-inovacao-durante-crise-e-uma-armadilha.html

Olhando para o futuro….

Em 1998, a Kodak tinha 170.000 funcionários e vendeu 85% de todo o papel fotográfico vendido no mundo. No curso de poucos anos, o modelo de negócios dela desapareceu e eles abriram falência. O que aconteceu com a Kodak vai acontecer com um monte de indústrias nos próximos 10 anos – e a maioria das pessoas não enxerga isso chegando. Você poderia imaginar em 1998 que 3 anos mais tarde você nunca mais iria registrar fotos em filme de papel?

No entanto, as câmeras digitais foram inventadas em 1975. As primeiras só tinham 10.000 pixels, mas seguiram a Lei de Moore. Assim como acontece com todas as tecnologias exponenciais, elas foram decepcionantes durante um longo tempo, até se tornarem imensamente superiores e dominantes em uns poucos anos. O mesmo acontecerá agora com a inteligência artificial, saúde, veículos autônomos e elétricos, com a educação, impressão em 3D, agricultura e empregos.

Bem-vindo à quarta Revolução Industrial!

O software irá destroçar a maioria das atividades tradicionais nos próximos 5-10 anos.

O UBER é apenas uma ferramenta de software, eles não são proprietários de carros e são agora a maior companhia de táxis do mundo. A AIRBNB é a maior companhia hoteleira do mundo, embora eles não sejam proprietários.

Inteligência Artificial: Computadores estão se tornando exponencialmente melhores no entendimento do mundo. Neste ano, um computador derrotou o melhor jogador de GO do mundo, 10 anos antes do previsto. Nos Estados Unidos, advogados jovens já não conseguem empregos. Com o WATSON, da IBM, V. pode conseguir aconselhamento legal (por enquanto em assuntos mais ou menos básicos) dentro de segundos, com 90% de exatidão se comparado com os 70% de exatidão quando feito por humanos. Por isso, se V. está estudando Direito, PARE imediatamente. Haverá 90% menos advogados no futuro, apenas especialistas permanecerão.

O WATSON já está ajudando médicos a diagnosticar câncer, quatro vezes mais exato do que médicos humanos.
O FACEBOOK incorpora agora um software de reconhecimento de padrões que pode reconhecer faces melhor que os humanos. Em 2030, os computadores se tornarão mais inteligentes que os humanos.

Veículos autônomos: em 2018 os primeiros veículos dirigidos automaticamente aparecerão ao público. Ao redor de 2020, a indústria automobilística completa começará a ser demolida. Você não desejará mais possuir um automóvel. Nossos filhos jamais necessitarão de uma carteira de habilitação ou serão donos de um carro. Isso mudará as cidades, pois necessitaremos 90-95 % menos carros para isso. Poderemos transformar áreas de estacionamento em parques. Cerca de 1.200.000 pessoas morrem a cada ano em acidentes automobilísticos em todo o mundo. Temos agora um acidente a cada 100.000 km, mas com veículos auto-dirigidos isto cairá para um acidente a cada 10.000.000 de km. Isso salvará mais de 1.000.000 de vidas a cada ano.

A maioria das empresas de carros poderão falir. Companhias tradicionais de carros adotam a tática evolucionária e constroem carros melhores, enquanto as companhias tecnológicas (Tesla, Apple, Google) adotarão a tática revolucionária e construirão um computador sobre rodas. Eu falei com um monte de engenheiros da Volkswagen e da Audi: eles estão completamente aterrorizados com a TESLA.

Companhias seguradores terão problemas enormes porque, sem acidentes, o seguro se tornará 100 vezes mais barato. O modelo dos negócios de seguros de automóveis deles desaparecerá.

Os negócios imobiliários mudarão. Pelo fato de poderem trabalhar enquanto se deslocam, as pessoas vão se mudar para mais longe para viver em uma vizinhança mais bonita.

Carros elétricos se tornarão dominantes até 2020. As cidades serão menos ruidosas porque todos os carros rodarão eletricamente. A eletricidade se tornará incrivelmente barata e limpa: a energia solar tem estado em uma curva exponencial por 30 anos, mas somente agora V. pode sentir o impacto. No ano passado, foram montadas mais instalações solares que fósseis. O preço da energia solar vai cair de tal forma que todas as mineradoras de carvão cessarão atividades ao redor de 2025.

Com eletricidade barata teremos água abundante e barata. A dessalinização agora consome apenas 2 quilowatts/hora por metro cúbico. Não temos escassez de água na maioria dos locais, temos apenas escassez de água potável. Imagine o que será possível se cada um tiver tanta água limpa quanto desejar, quase sem custo.

Saúde: O preço do Tricorder X será anunciado este ano. Teremos companhias que irão construir um aparelho médico (chamado Tricorder na série Star Trek) que trabalha com o seu telefone, fazendo o escaneamento da sua retina, testa a sua amostra de sangue e analisa a sua respiração (bafômetro). Ele então analisa 54 bio-marcadores que identificarão praticamente qualquer doença. Vai ser barato, de tal forma que em poucos anos cada pessoa deste planeta terá acesso a medicina de padrão mundial praticamente de graça.

Impressão 3D: o preço da impressora 3D mais barata caiu de US$ 18.000 para US$ 400 em 10 anos. Neste mesmo intervalo, tornou-se 100 vezes mais rápida. Todas as maiores fábricas de sapatos começaram a imprimir sapatos 3D. Peças de reposição para aviões já são impressas em 3D em aeroportos remotos.
A Estação Espacial tem agora uma impressora 3D que elimina a necessidade de se ter um monte de peças de reposição como era necessário anteriormente. No final deste ano, os novos smartphones terão capacidade de escanear em 3D. Você poderá então escanear o seu pé e imprimir sapatos perfeitos em sua casa. Na China, já imprimiram em 3D todo um edifício completo de escritórios de 6 andares. Lá por 2027, 10% de tudo que for produzido será impresso em 3D.

Oportunidades de negócios: Se V. pensa em um nicho no qual gostaria de entrar, pergunte a si mesmo: “SERÁ QUE TEREMOS ISSO NO FUTURO?” e, se a resposta for SIM, como V. poderá fazer isso acontecer mais cedo? Se não funcionar com o seu telefone, ESQUEÇA a idéia. E qualquer idéia projetada para o sucesso no século 20 estará fadada a falhar no século 21.

Trabalho: 70-80% dos empregos desaparecerão nos próximos 20 anos. Haverá uma porção de novos empregos, mas não está claro se haverá suficientes empregos novos em tempo tão exíguo.

Agricultura: haverá um robô agricultor de US$ 100,00 no futuro. Agricultores do 3º mundo poderão tornar-se gerentes das suas terras ao invés de trabalhar nelas todos os dias. A AEROPONIA necessitará de bem menos água. A primeira vitela produzida “in vitro” já está disponível e vai se tornar mais barata que a vitela natural da vaca ao redor de 2018.
Atualmente, cerca de 30% de todos as superfícies agriculturáveis são ocupados por vacas. Imagine se tais espaços deixarem se ser usados desta forma. Há muitas iniciativas atuais de trazer proteína de insetos em breve para o mercado. Eles fornecem mais proteína que a carne. Deverá ser rotulada de FONTE ALTERNATIVA DE PROTEÍNA. (porque muitas pessoas ainda rejeitam ideias de comer insetos).

Existe um aplicativo chamado “moodies” (estados de humor) que já é capaz de dizer em que estado de humor V. está. Até 2020 haverá aplicativos que podem saber se V. está mentindo pelas suas expressões faciais. Imagine um debate político onde estiverem mostrando quando as pessoas estão dizendo a verdade e quando não estão.

O BITCOIN (dinheiro virtual) pode se tornar dominante este ano e poderá até mesmo tornar-se em moeda-reserva padrão.

Longevidade: atualmente, a expectativa de vida aumenta uns 3 meses por ano. Há quatro anos, a expectativa de vida costumava ser de 79 anos e agora é de 80 anos. O aumento em si também está aumentando e ao redor de 2036, haverá um aumento de mais de um ano por ano. Assim possamos todos viver vidas longas, longas, possivelmente bem mais que 100 anos.

Educação: os smartphones mais baratos já estão custando US$ 10,00 na África e na Ásia. Até 2020, 70% de todos os humanos terão um smartphone. Isso significa que cada um tem o mesmo acesso a educação de classe mundial. Cada criança poderá usar a academia KHAN para tudo o que uma criança aprende na escola nos países de Primeiro Mundo.

Empresa do Uber faz entrega de cerveja com caminhão que dirige sozinho nas estradas

Veículos autônomos estão, aos poucos, ganhando as ruas. A NuTonomy, startup que surgiu no MIT e opera em Singapura, iniciou os testes públicos de uma frota de táxis autônomos em agosto e o Uber também já realiza algumas corridas na cidade americana de Pittsburgh. Agora, a Otto – empresa recém-adquirida pelo próprio Uber – fez uma entrega de 50 mil latas de cerveja com caminhão que dirige sozinho nas estradas.

A primeira corrida do caminhão autônomo foi da cidade de Fort Collins até Colorado Springs, numa viagem de quase 200 quilômetros. Um motorista estava atrás do voltante e assumiu uma pequena parcela do trajeto: apenas nos trechos urbanos, onde há pedestres, sinais de parada, cruzamentos e outros cenários de imprevisibilidade. Assim que o veículo chegou na estrada, o piloto automático tomou o conta de tudo: mantendo uma distância segura e alternando de faixas só quando necessário.

O veículo é equipado com hardware e software avaliado em US$ 30 mil e que pode ser instalado em qualquer caminhão com transmissão automática. As câmeras, radares e sensores LIDAR garantem autonomia nível 4, que dispensa o motorista na maior parte do tempo.

A NHTSA (órgão federal americano de segurança no trânsito), classifica a autonomia veicular em alguns níveis, que variam de 0 a 5:

Nível 0: ausência de autonomia;
Nível 1: autonomia em uma ou mais funções específicas (cruise control, por exemplo);
Nível 2: autonomia em pelo menos duas funções primárias que agem em conjunto (cruise control com tecnologia para manter o veículo na pista, por exemplo);
Nível 3: autonomia completa na maior parte do tempo, exigindo a presença de um motorista;
Nível 4: autonomia completa na maior parte do tempo, menos em condições adversas como em chuva forte, exigindo a presença de um motorista;
Nível 5: autonomia completa, dispensando a necessidade de um motorista – basta apenas inserir o destino desejado, ou o caminho a seguir.
Atualmente a Otto tem seis caminhões de teste e continua aprimorando seu software. A solução da companhia parece ser mais imediata do que carros de passeios autônomos: estimativas apontam que há um déficit de 50 mil caminhoneiros nos EUA em relação a demanda atual. A empresa fechou uma parceria com a InBev afirma que “está animada para transformar o transporte comercial”.

O Uber comprou a Otto no ano passado por US$680 milhões e afirma que pretende manter as operações das marcas independentes.

 

Fonte: http://www.msn.com/pt-br/noticias/curiosidades/empresa-do-uber-faz-entrega-de-cerveja-com-caminh%C3%A3o-que-dirige-sozinho-nas-estradas/ar-AAjsnj1?ocid=BR-NL-nov16-W1-04-MAL-A

Warren buffet disse certa vez que “é na crise que descobrimos quem está nadando pelado” e essa frase nos traz dezenas de ensinamentos que podemos aplicar em qualquer negócio.

O empreendedor precisa estar ciente da sua responsabilidade para manter o negócio operando no azul independente de quanto o mercado está vermelho lá fora.

Essa é de fato uma jornada difícil e cheia de armadilhas mas sempre há uma forma de fazer que dá certo, basta observar os cases de sucesso que existem por ai, é só você ficar atento a maneira como as coisas são realizadas.

Fonte: http://www.claudiobrito.com/na-crise-que-descobrimos-quem-esta-nadando-pelado/

O plano de negócios é válido em algumas situações específicas, entretanto, para a maioria dos casos quando se está iniciando um empreendimento, ele não é a melhor opção para ser utilizada.

Se você contratar alguém para preencher o seu plano de negócios, você está vivendo em uma era primária, você está vivendo em um século atrás quando aquele dono de fábrica pagava ao consultor para escrever-lhe um plano de negócio, se você pagá-lo terá um plano que não combina com suas ideias e ideais.

Se você está iniciando, seu foco deve ser a venda e o feedback do cliente para que possa amadurecer seu produto ou serviço, acompanhe essas e outras dicas mais sobre como “matar” o plano de negócios no vídeo abaixo.

Fonte: http://www.claudiobrito.com/mate-o-plano-de-negocios-antes-que-ele-acabe-com-voce-e-leve-suas-ideias-junto/

O que falar de uma empresa que ao invés de buscar clientes transforma-os em fãs?

Porque esse exemplo? Simples, estamos sempre buscando pessoas para comprar nossos produtos ou serviços e a Apple não busca clientes para vender, ela busca fãs, esse é o seu diferencial.

O foco no cliente é um diferencial que essa empresa apresenta e torna-a tão atrativa aos seus consumidores, fidelizando-os e tornando-os “evangelizadores” da marca.

E você o que pode fazer pelo seu cliente para que ele torne-se seu fã?

 

Fonte: http://www.claudiobrito.com/o-segredo-da-apple-como-transformar-clientes-em-fas/

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