Um novo estudo sobre aceleradoras de negócios pelo mundo, realizado em conjunto pela Fundacity e pela Gust (plataformas que conectam investidores e empreendedores em busca de aportes de capital), apontou que o setor vem mudando sua forma de atuação. Onze anos depois da abertura da Y Combinator, fundada em 2005 nos Estados Unidos e a primeira a se destacar no mercado, as aceleradoras estão mais integradas aos ecossistemas empreendedores pelo mundo e buscam novas formas de geração de receitas.
O modelo de negócios mais tradicional das aceleradoras consiste em investir capital e recursos extras para aumentar a velocidade de crescimento das empresas escolhidas – em troca de uma participação acionária. Para alcançar resultados, as organizações apostam em mentorias, eventos, marketing e comunicação, entre outros aspectos importantes para aparar as arestas necessárias ao crescimento do negócio.

As saídas das aceleradoras – momentos em que deixam os negócios, recuperam e, muitas vezes, multiplicam os investimentos feitos – sempre foram semelhantes às realizadas por investidores-anjo ou fundos de capital de risco, em ocasiões de aquisições ou na abertura de capital na bolsa de valores.

A pesquisa apontou uma preocupação das aceleradoras com o modelo de negócio e uma busca por novas fontes de geração de receitas. Por isso estão surgindo alternativas pagas para eventos, workshops, mentorias e até aluguel dos espaços coworking. No total, 91% das aceleradoras que participaram da pesquisa acreditam nessas formas alternativas de geração de faturamento no curto prazo e 75% delas pretendem manter para o longo prazo.

Outro ponto importante é a ascensão do chamado corporate venture, ou das parcerias corporativas, em que as aceleradoras realizam programas junto com grandes empresas ou contratadas por elas. Em alguns casos, essa é a principal forma de receita das aceleradoras.

As 387 aceleradoras que participaram da pesquisa investiram quase US$ 192 bilhões em 8.836 startups. As maiores concentrações estão nos Estados Unidos e na Europa, seguidos da América Latina, Ásia e Oceania e do Oriente Médio.

Confira mais dados da pesquisa no infográfico abaixo.

Artigo publicado originalmente http://revistapegn.globo.com/Startups/noticia/2016/06/estudo-internacional-aponta-mudancas-no-mercado-de-aceleradoras.html