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Fernando Dolabela: Insights sobre Empreendedorismo e Educação Empreendedora

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Fernando Dolabela é empreendedor com mais de 20 anos de experiência, atuando mais especificamente na educação empreendedora. Ele acredita no empreendedorismo como um instrumento de mudança sócio-cultural, com uma abordagem ligada à justiça social e desenvolvimento sustentável.

É criador dos maiores programas de ensino de ensino empreendedorismo do Brasil na educação básica e universitária:

Oficina do Empreendedor utilizada em projetos do IEL (CNI), Sebrae, CNPq e outros órgãos) já foi implementada em mais de 400 instituições de ensino superior, atingindo cerca de 3.500 professores e 160.000 alunos/ano;

Metodologia Pedagogia Empreendedora (educação empreendedora para a educação infantil, ensino fundamental e médio), que, apesar de recente, já é utilizada em 120 cidades, envolvendo cerca de 10.000 professores e 300.000 alunos com repercussão em uma população de 2,5 milhões de habitantes.

Dolabela é também escritor. Escreveu alguns livros dentro da temática empreendedora, sendo O Segredo de Luísa, sua obra mais conhecida.

Em sua entrevista à Acelera Startups para o Congresso Online Brasil Empreendedorismo, Fernando Dolabela compartilha alguns insights e visões sobre o empreendedorismo e educação empreendedora.

Empreendedorismo como Instrumento de transição

Para Dolabela, o empreendedorismo é um instrumento necessário ao país para a transição cultural de um modelo assistencialista para um sustentável

“É inconcebível que se transforme a ajuda à uma calamidade – fome e pobreza – em um programa de governo.”

Não se pode aceitar um modelo social que “dá o peixe”, ao invés de “ensinar a pescar”. Parar por aí, sem que se incentive um programa de geração de sustentabilidade é um crime.

O maior prejuízo desse modelo é a cultura do assistencialismo. Ou seja, os filhos do bolsa-família estão aprendendo a serem sustentáveis, trabalhadores? Não. Estão aprendendo que existe uma proteção e que eles, quando chegar a sua vez, reinvidicar a mesma coisa.

Empreendedorismo não é uma “especialização”

Dolabela começou sua carreira com educação universitária, tendo, porém, seguido um modelo diferente dos demais. Suas “aulas” abrangiam não apenas a universidade em que trabalhava mas várias universidades, tendo ministrado seminários para mais de 5 mil professores universitários, das mais diversas áreas: biologia, jornalismo, educação física, química, filosofia, etc.

Empreendedorismo, em sua forma de ver, não é um tema que deve ser alocado em uma área específica, como se fosse uma especialização. Empreendedorismo é uma forma de ser. É um valor cultural. Portanto, tem que ser universal.

Empreendedorismo não é um tema como física, química ou uma ciência em que você pode preparar pessoas com uma determinada expertise.

Qual é o domínio do empreendedor? O futuro. O empreendedor é um especialista naquilo que não existe. E isso não pode ser ensinado, no sentido de transferência de conhecimento. No entanto, a universidade ainda persiste nesse modelo, que é aplicado à ciências consolidadas, mas não ao empreendedorismo.

“Eu vivi nesse padrão universitário, mas sempre pensando em escalar, atingir grandes quantidades. Não me interessa preparar 1, 10, 20, 100 empreendedores. Eu quero mudar a cultura.”

“Características empreendedoras” não existem

“Características empreendedoras”, segundo Dolabela, não existem no sentido de exclusividade, algo que apenas alguns possuem. Todos nós nascemos empreendedores, mas a família e a escola impedem esse potencial, logo, ele não é explorado, é atrofiado.

O programa central do empreendedor é o Pedagogia Empreendedora, onde ele desenvolve a educação empreendedora com crianças a partir dos 3, 4 anos até o ensino médio.

Porque essa faixa etária? Por que o estudante universitário já é alguém culturalmente pronto. Alguém que já assimilou os valores e a cultura da sociedade. E é muito difícil mudar essas pessoas.

Qual é a maior preocupação do estudante universitário brasileiro? Passar em um concurso público. Essa é a cultura que eles assimilaram.

Por outro lado, crianças são empreendedoras. Ainda não foram contaminadas pela subserviência, pela conformidade.

Comunidade. E não indivíduos

Essa metodologia utilizada por Dolabela, chamada pedagogia empreendedora, tem vários pilares. Um deles, é o trabalho focado em cidades e não com escolas ou indivíduos. O empreendedorismo não é um tema individual.

Você perde tempo e dinheiro se você tenta “formar” indivíduos. Você tem que formar comunidades. Porque a educação não é feita dentro dos muros da escola, não é um problema da escola. É preciso educar a comunidade.

Por fim, Dolabela aborda a figura do empreendedor.

Ser empreendedor não é necessariamente ter uma empresa. Isso é um equívoco! Gerar empresas é uma das múltiplas formas de se empreender, mas isso é uma opção do indivíduo.

É possível empreender sendo empregado, por exemplo. O empreendedor é alguém que transforma inovando e gerando coisas positivas em qualquer âmbito.

Claro que empreender é muito mais difícil quando se está um ambiente hierarquizado, quando não há espaço, liberdade para a “rebeldia”. O Empreendedor é um rebelde. A liberdade anda de mãos dadas com o empreendedorismo.

Gostou? Então assista gratuitamente à entrevista com Fernando Dolabela diretamente na TV Acelera.

“O empreendedor é alguém que sonha (concebe o futuro) e busca (transforma esse futuro em realidade).” Fernando Dolabela

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Claudio Brito

Claudio Brito é especializado em Marketing Digital pela Fecap-SP e em Dinâmica de Grupo pela SBDG, tem 19 anos de experiência e participou de treinamentos internacionais com mestres como Alexander Osterwalder, Steve Blank e Eric Ries. Foi selecionado pela Endeavor para o curso “Building a High Growth Business” em Babson, faculdade No. 1 em empreendedorismo nos EUA. No Brasil, participa ativamente do desenvolvimento do mercado inclusive organizando missões empresarias para o Vale do Silício onde apresenta empresas como Google, Apple e Evernotes. É facilitador do Empretec, palestrante e mentor de startups. Como empresário, mantém a Acelera Startups uma comunidade digital que já atingiu 20.000 empreendedores em 47 países.

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