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“As empresas precisam inovar para o mundo e não para o mercado interno”

Carlos Américo Pacheco, diretor do CNPEM, afirma que a política pública de inovação faliu. As empresas, diz, precisam inovar para o mundo e não para o mercado interno.

O engenheiro, físico e matemático Carlos Américo Pacheco é um dos maiores especialistas brasileiros em inovação. Entre o fim de 2011 e o início de 2015, foi reitor do prestigiadíssimo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), onde se formou em engenharia eletrônica, em 1979. Hoje, dirige o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), que reúne laboratórios em áreas como energia, física de partículas e nanotecnologia. Pacheco acredita que o modelo atual de política pública para a inovação se esgotou. “Repensá-lo é um dever e uma oportunidade”, diz. Ele defende uma redefinição de alvo. Hoje, estamos voltados para o nosso umbigo. Deveríamos olhar para fora. “Se nossas empresas forem inovadoras para o mundo, serão para o mercado interno, enquanto o contrário não é verdadeiro.”

Qual o efeito da crise sobre a inovação?

A atual crise já deixou de ser uma recessão para se transformar em uma depressão. Não temos perspectivas. Nesse cenário, com restrição de investimento, as empresas reduzem as verbas de pesquisa e desenvolvimento [P&D]. A crise também evidenciou o esgotamento das políticas públicas de inovação. Temos de repensá-las por completo.

O que precisa mudar na política de inovação?

Desde 1999, vivemos um ciclo baseado na criação dos fundos setoriais. O modelo se esgotou. De um lado, ele aumentou a demanda empresarial e acadêmica por recursos. De outro, enquanto cresceram as receitas vinculadas a esses fundos, o governo reduziu aportes em ciência e tecnologia. Há, então, uma crise de financiamento. Também ficou evidente que a maneira como o setor público aloca esse dinheiro é pouco eficaz.

Por quê?

A inovação no Brasil não avança. Tudo continua igual há 15 anos. O governo brasileiro gasta cerca de 0,6% do PIB em P&D. Isso é mais ou menos o que a maioria dos países gasta, inclusive os Estados Unidos e o Japão. O problema é que, aqui, o setor privado também gasta 0,6% do PIB. Em outros países, essa participação vai de 1,4% a 2%. Dito assim, parece que o governo faz a sua parte e as empresas, não.

Não é isso?

Não. No Brasil, cada dólar investido pelo governo atrai o investimento de menos de um dólar da iniciativa privada. Em outros países, como nos Estados Unidos, para cada dólar investido pela administração pública, quatro são alavancados. Isso mostra que nossa política de inovação não gera resultado.

O setor privado também tem responsabilidade no problema?

Sim, mas temos um cenário econômico negativo. O grosso do gasto em P&D é feito pela indústria, que encolheu no Brasil. Além disso, uma empresa com importância gigantesca no desempenho privado da inovação, que é a Petrobras, está na situação que está. No geral, também falta um comprometimento de todos os níveis das empresas com a inovação, dos mais simples até o CEO.

Por que é difícil implantar essa cultura nas empresas?

Nossa trajetória de industrialização explica um pouco isso. Não podemos reclamar do passado. Fomos exemplo para o mundo. O Brasil foi o país que mais cresceu em termos industriais em todo o século 20. As pessoas vinham aqui copiar o nosso modelo. Os coreanos vieram; os indianos também. Na década de 70, crescemos a um ritmo alucinante, mas sempre voltados para o mercado doméstico. Nas empresas brasileiras, a estrutura de mercado e de concorrência sempre foi voltada para dentro. Precisamos, agora, de projetos que olhem para o mundo. Isso vale para todas as áreas. Se conseguirmos mudar de alvo, a tendência é que criemos conglomerados eficientes. Vamos sair da simples produção de grãos ou carne em direção a toda a cadeia proteica dos alimentos processados.

Como deve ser o novo sistema de incentivo à inovação?

Nosso sistema de fomento à ciência é muito calcado em bolsas e em pós-graduação. Isso teria de ser revisto. Mas com calma. O melhor é olhar a experiência internacional. Poderíamos fazer alguns projetos mobilizadores de fôlego, com consórcios entre setor público e privado, empresas e academia. Seriam projetos de médio e longo prazo, com grandes ambições. Eles, como eu disse, devem olhar para fora. Se nossas empresas forem inovadoras para o mundo, serão inovadoras para o mercado interno, enquanto o contrário não é verdadeiro.

De que forma a inovação ajudaria na retomada da economia?

Com empregos. Nos últimos anos, crescemos gerando empregos de baixa qualificação. Foi positivo para reduzir as desigualdades e para criar oportunidades, mas não melhorou a estrutura do trabalho no país. Nós não geramos emprego mais qualificado por causa da queda da indústria. É ela que paga salários melhores em comparação com os demais setores.

E no curto prazo?

O Brasil está travado. A coisa mais importante seria promover um choque de produtividade.

Quais os destaques do Brasil em inovação?

A Havaianas, da Alpargatas, é um negócio esplêndido. Reúne tudo: tecnologia, marketing, design. A Embraer é outro sucesso mundial. É um sucesso de engenharia. Não ganhou mercado pelo baixo custo das aeronaves ou porque o processo de produção é mais eficiente. Ganhou porque a engenharia é campeã. Mas temos poucos exemplos como esses.

Artigo original publicado aqui

Conheça o “Uber da gasolina” e a polêmica que o serviço está gerando nos EUA

Abastecer o tanque do carro, para nós, meros mortais este não é um sacrifício assim tão grande, mas ao que parece, alguns preferem pagar para terem quem o façam por eles.

 

O serviço de entrega de combustível tem-se popularizado em algumas cidades dos EUA nos últimos meses, como por exemplo, São Francisco, Los Angeles, Palo Alto, Nashville, Tennessee e Atlanta, Georgia, graças a empresas como a Filld, WeFuel, Yoshi, Purple e Booster Fuels, num país em que esse tipo de negócio gera anualmente mais de 500 bilhões de dólares.

 

Através de uma aplicativo para smartphones, o cliente pode efetuar um chamado (periódico ou não; no mínimo com 1 hora de antecedência), e na hora marcada, a empresa desloca-se para fazer o abastecimento do carro. O combustível é armazenado num caminhão tanque equipado com dois extintores de incêndio, baldes com produtos destinados a absorver vazamentos, cones de trânsito e uma impressora para a impressão de faturas.

 

O serviço está crescendo nos EUA, e como tal, as empresas têm vindo a otimizar os seus modelos de negócio para corresponder à procura. Por exemplo, a Purple já tem uma frota de mais de 80 veículos, e a WeFuel está desenvolvendo uma tecnologia que permite à empresa saber quando é que o tanque do veículo dos seus clientes entra na reserva.

 

Já a Booster Fuels (nas imagens) tem um fundo de investimento de mais de 10 milhões de euros e caminhões com 3 785 litros de capacidade (cada um).

 

uber da gasolina

 

E o preço?

 

Por cada abastecimento estas empresas cobram uma taxa de 5 dólares. O preço do combustível praticado é abaixo dos postos convencionais.

 

Apesar do sucesso, nem tudo são flores. Com a crescente popularidade deste serviço, levantaram-se questões legais relacionadas a segurança do transporte de combustível. Para Jonathan Baxter, representante dos Bombeiros de São Francisco, o transporte de combustível é extremamente perigoso e ilegal.

 

Já para Daniel Curry, representante dos Bombeiros de Los Angeles, é mais prudente: “Estamos equacionando de que forma o serviço poderá ser permitido com algumas restrições… É uma daquelas coisas que ainda ninguém pensou – tal como aconteceu com a Uber. O que posso dizer é que segundo a nossa legislação, (em serviço) não é permitido”.

 

Artigo publicado originalmente aqui

Lynda Weinman

Como Lynda Weinman conquistou 5 milhões de clientes com uma nova forma de educar

No mundo do empreendedorismo não faltam histórias de sucesso que servem de inspiração. Hoje queria falar um pouco sobre a protagonista de uma dessas histórias: Lynda Weinman

 

Lynda Weinman é uma das grandes figuras que fizeram parte da história da internet. Desde cedo apresentava interesse pela educação, sendo uma aluna com ótimas notas em seu currículo escolar.

 

No entanto, algo a incomodava na forma como a forma de educar era abordada. Em sua adolescência leu o livro que provocaria uma grande mudança em sua vida, um livro sobre uma escola na Inglaterra que ensinava de um jeito bem diferente ao abordado na escola pública que estudava.

 

Basicamente, aquela escola inglesa permitia que as crianças avaliassem e escolhessem qualquer assunto que quisessem aprender, e acreditava que se não forçassem os estudantes a irem para a escola, eles desenvolveriam um senso de automotivação e amor pelo aprendizado que não poderia desenvolver de outra forma.

 

Em 1995, Lynda lançou o Lynda.com, no início da era “ponto com”. O site servia de suporte e complemento aos livros que ela publicou na área de design e internet. Assim como todo empreendedor, Lynda também passou por um momento difícil. Ele aconteceu quando a bolha da internet estourou, o que provocou uma queda crítica nos negócios.

 

escola online para startups

 

O Ponto de Virada

 

“[…] alguém me enviou um artigo da Forbes que dizia que aprendizado online é um mercado de 107 bilhões de dólares, e o que era chocante nisso era que a maior parte era sobre a minha companhia, Lynda.com, […] e a única foto em todo artigo era uma foto minha.”

 

O modelo de negócio do Lynda.com foi repensando. E se tornou uma plataforma de educação quando decidiu colocar na internet seus vídeos e de outros profissionais sobre os diversos temas. O usuário pagava uma mensalidade e tinha acesso à biblioteca digital.

 

O diferencial da plataforma, como definido pela fundadora é que ao invés do Lynda.com ser uma “sala de aula”, com pessoas de diferentes níveis, temperamentos, históricos e experiências, tendo que aprender da mesma forma, ele é uma biblioteca, onde as pessoas se reúnem e cada um aprende aquilo que lhe interessa e está de acordo com sua necessidade.

 

No primeiro mês, 30 pessoas pagavam pelo serviço. Ao final do primeiro ano, eram mais de 1000. Hoje, a plataforma possui mais de 5 milhões de usuários. Mas isso levou muito tempo… “É um sucesso ‘do dia para noite’ que levou 20 anos”

 

Por fim, em abril desse ano a rede social LinkedIn comprou o lynda.com por aproximadamente US$ 1.5 bilhão de dólares.

 

A história de Lynda Weinman e outras trajetórias inspiradoras estão disponíveis na Tv Acelera. Já acessou sua Tv hoje?

Girls in Tech Brazil promove prêmio para startups criadas por mulheres

A Girls in Tech Brazil realizará em 11/05, 18h30, a sua 1ª edição do Lady Pitch Night (LPN), competição de negócios ainda em estágio inicial cujo foco são as startups fundadas ou co-fundadas por mulheres. O evento acontecerá no espaço Cubo Coworking, em São Paulo e conta com a parceria de divulgação da plataforma incast e sua CEO Vera Kopp.

A exemplo do sucesso das edições LPN Europe e do LPN USA, o Lady Pitch Night Brazil visa tornar-se um evento referência obrigatória para mulheres empreendedoras da área de tecnologia de todo o país, reforçando o empoderamento e o engajamento da classe.

Além da rodada de pitchs, que contará com premiação para a vencedora e finalistas, o encontro terá talks de ícones das áreas de tecnologia e empreendedorismo. Outro ponto alto da premiação será a presença da Fundadora e CEO da Girls in Tech Global, Adriana Gascoigne, uma das maiores incentivadoras da educação tecnológica das mulheres ao redor do mundo.

A plataforma www.incast.com.br foi uma das selecionadas a fazer o pitch entre 10 finalistas. inCast conecta profissionais criativos (ator, apresentador, modelo, diretor, fotógrafo e afins…), com oportunidades de trabalho no Brasil e em Hollywood, tem incentivado a Girls in Tech, entrando como apoio na divulgação em prol do empreendedorismo feminino. A CEO da inCast, Vera Kopp, também empreendedora e motivada em apoiar projetos com foco no empreendedorismo feminino diz que “nós mulheres somos ainda um percentual muito pequeno em comparação com o número de homens em Startups, e um número ainda menor em comparação ao número de empresas investidas com liderança de uma CEO mulher, está na hora de mudarmos estes números”.

“Quando se fala de mulheres e tecnologia, a premissa é a ausência de mulheres nessa indústria e todos desafios e mal entendidos em torno da questão. Embora isso seja verdade, a boa notícia é que na contramão desses problemas, surgem a cada dia mulheres empreendedoras e inovadoras de sucesso na tecnologia que estão à frente de projetos incríveis, que merecem ser conhecidos e reconhecidos. O Prêmio Lady Pitch Night é uma iniciativa da Girls in Tech Brazil que visa criar uma ótima oportunidade para que o público em geral e também os principais players do empreendedorismo como investidores, mídia e empresas possam conhecer projetos novos na área de tecnologia desenvolvidos em startups fundadas ou co-fundadas por mulheres. Para as empreendedoras é uma ocasião única para networking e visibilidade nacional e internacional”, comenta a co-diretora executiva do Girls in Tech Brazil, Estelle Rinaudo.

Durante o Lady Pitch Night, um dos principais eventos promovidos pelo Girls in Tech, as empreendedoras farão um pitch da sua startup de tecnologia em estágio inicial no palco para um painel de investidores e jurados experientes para serem avaliadas com base na capacidade de inovação e viabilidade. Entre os prêmios, estão uma viagem para São Francisco nos EUA, uso do coworking Plug, e outros benefícios dos nossos patrocinadores para a vencedora e as finalistas.

Para participar é necessário que os projetos sigam alguns critérios:

-Ter uma tecnologia desenvolvida (software, hardware, produtos móveis, etc.)
-Ter pelo menos uma fundadora mulher
-Estar sediada no país
-Ter até 3 anos de existência

O regulamento completo está disponível no site do Lady Pitch Night. O juri da competição é composto no momento por Flávio Pripas, diretor do espaço CUBO, Maria Rita S. Bueno, Diretora Executiva do Anjos do Brasil, Ana Fontes, fundadora da Rede de Mulher Empreendedora e outros a serem confirmados.

Lady Pitch Night

Data: 11/05, 18h30
Espaço CUBO, R. Casa do Ator, 919 – Vila Olímpia, São Paulo – SP.
Entrada: R$ 30 até o 30/03, R$ 45 até o 31/01 e R$ 65 até o dia do evento ou caso os ingressos esgotem.
Vendas: Somente pela internet em https://www.sympla.com.br/lady-pitch-night__56124

Sobre o Girls in Tech

O Girls in Tech (GiT) é uma iniciativa global sem fins lucrativos que busca promover o engajamento de mulheres que lidam com novas tecnologias. Composto por profissionais com capacidade para inspirar e liderar, é objetivo do grupo incentivar o crescimento da presença de mulheres inovadoras e empreendedoras no ambiente de tecnologia, criando condições para que tenham sucesso e que assumam posições de destaque nesse ecossistema.

Fundado em 2007 pela americana Adriana Gascoigne, o GiT hoje está presente em mais de 35 países. O formato de trabalho vem sendo estruturado para auxiliar mulheres em três pilares: educação formal (ensino médio), networking/mentoria e formação profissional. No Brasil, o GiT foi lançado em junho de 2013 em São Paulo, em agosto de 2015 no Rio de Janeiro quando unimos forças e iniciamos o Girls in Tech Brazil.

Se tiver alguma dúvida, basta entrar em contato com a assessoria da incast

Leticia Silvi (leticia@incast.com.br)
Vera Kopp (vera@incast.com.br)
+55 ­(11)­ 9 9684-2278 | ­(11)­ 4114-­2278 | ­(11)­ 3230-­9042
skype:equipe.incast

Chamadas públicas editais

Chamadas Públicas CNPq-MCTI

As Chamadas Públicas são projetos de pesquisa e bolsas disponibilizadas pelo CNPq. No momento, 3 chamadas estão abertas para seleção.

As inscrições podem ser realizadas até Maio/16. Confira a lista:

CHAMADA Nº 03/2016 – AUXÍLIO À PROMOÇÃO DE EVENTOS CIENTÍFICOS, TECNOLÓGICOS E/OU DE INOVAÇÃO – ARC

A presente chamada pública tem por objetivo selecionar propostas para apoio financeiro a projetos que visem contribuir significativamente para o desenvolvimento científico e tecnológico do país. As propostas devem observar as condições específicas estabelecidas na parte II – Regulamento, anexo a esta chamada pública, que determina os requisitos relativos ao proponente, cronograma, recursos financeiros a serem aplicados nas propostas aprovadas, origem dos recursos, itens financiáveis, prazo para execução dos projetos, critérios de elegibilidade, critérios e parâmetros objetivos de julgamento e demais informações necessárias.

Inscrições: 06/04/2016 a 20/05/2016

LINK DO EDITAL

Bolsa de Pós-doutorado – Parceria CNPq/VALE/MITACS

Esta Chamada visa estabelecer e reforçar redes de P&D&I internacionais, por meio da concessão de bolsas de pós-doutorado no Canadá aos pesquisadores brasileiros que atuam em Engenharia de Minas e nas áreas correlatas identificadas no item I – Parceria CNPq – Vale – Mitacs. Esta oportunidade possibilitará ao candidato selecionado o desenvolvimento de suas competências em P&D&I, fluência cultural e o estabelecimento de redes profissionais.

Inscrições: 30/03/2016 a 24/05/2016

LINK DO EDITAL

CHAMADA MCTI/MAPA/CNPQ Nº02/2016 – IMPLEMENTAÇÃO E OU MANUTENÇÃO DE NÚCLEOS DE ESTUDO EM AGROECOLOGIA E PRODUÇÃO ORGÂNICA EM INSTITUIÇÕES DA REDE FEDERAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL, CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA

Apoiar projetos que integrem atividades de extensão tecnológica, pesquisa científica e educação profissional para construção e socialização de conhecimentos e técnicas relacionados a Agroecologia e aos Sistemas Orgânicos de Produção, bem como sua promoção, por meio da implantação ou manutenção de Núcleos de Estudo em Agroecologia e Produção Orgânica – NEA¿s em instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, conforme definido pelo artigo 1.º da Lei 11.892/08.

Inscrições: 12/02/2016 a 12/05/2016

LINK DO EDITAL

Bitcoin

Bitcoin: Como funciona a tecnologia por trás da moeda virtual

No âmbito da moeda virtual Bitcoin, um blockchain é a estrutura de dados que representa uma entrada de contabilidade financeira ou um registro de uma transação. Cada transação é digitalmente assinada com o objetivo de garantir sua autenticidade e garantir que ninguém a adultere, de forma que o próprio registro e as transações existentes dentro dele sejam considerados de alta integridade.

A verdadeira mágica vem, contudo, através do fato dessas entradas digitais de registro serem distribuídas entre uma implantação ou infraestrutura. Esses nós e camadas adicionais na infraestrutura servem ao propósito de fornecer um consenso sobre o estado de uma transação a qualquer momento, pois todos esses nós e camadas têm cópias dos registros autenticados distribuídos entre eles.

Quando uma nova transação ou uma correção de transação existente é recebida, geralmente grande parte dos nós dentro de uma implementação de blockchain deve executar alguns algoritmos e, essencialmente, avaliar e verificar o histórico do bloco do blockchain individual que é proposto e, assim, chegar ao consenso de que o histórico e a assinatura são válidos, para depois permitir que a nova transação seja aceita no registro e um novo bloco seja adicionado à cadeia de transações. Caso a maior parte dos nós não reconheça a adição ou modificação da entrada de registro, tal entrada é negada e não é adicionada à cadeia. Esse modelo de consenso distribuído é o que permite que o blockchain funcione como um registro distribuído sem a necessidade de que uma autoridade central diga quais transações são válidas e (talvez mais importante) quais não são.

De fato, o blockchain pode ser configurado para trabalhar de várias formas, utilizando mecanismos diferentes com o objetivo de alcançar um consenso sobre transações e, em particular, definir participantes conhecidos na cadeia e excluir todos os outros. O maior exemplo da utilização de blockchain, esse na área do Bitcoin, emprega um registro público anônimo no qual todos podem participar. Para utilizações mais privadas do blockchain entre um número menor de atuantes, muitas organizações estão empregando blockchains para controlar quem participa da transação.

A falta de exigência de uma autoridade central o torna um registro ideal e uma solução de determinação ideal para relacionamentos de afiliados que são geralmente feitos em uma condição de 50/50 ou igualitária sem a provisão de um árbitro ou gerente. Realmente, fazer com que computadores verifiquem transações e as definam elimina a necessidade de câmaras de compensação e outros agentes de compensação, fornecendo a exclusão do intermédio na organização de negócios e geralmente reduzindo custos, melhorando a velocidade com a qual transações podem ser feitas, verificadas, definidas e registradas.

As assinaturas e verificações digitais dificultam visualizar um cenário onde um atuante mal intencionado possa causar uma fraude e introduz problemas que são caros de remover e sanar. A integridade criptográfica de toda a transação pendente, como também o exame de múltiplos nós da arquitetura do blockchain, protege contra ameaças e utilização mal intencionadas da tecnologia. (Dito isso, é importante notar que essa proteção de segurança nunca foi amplamente testada no mercado. Embora forte em uma base teórica, restam dúvidas sobre o quão bem as proteções funcionarão na realidade da economia digital que vivemos hoje).

Em resumo, o conceito de blockchain funciona muito bem para o acompanhamento de como os recursos se movem através de uma cadeia de suprimento, através de certos fornecedores e fábricas até às linhas de transmissão e transporte para chegarem até suas localizações finais.

Obstáculos para o blockchain

O maior problema com a tecnologia blockchain, atualmente, é que ela é complexa de aplicar, principalmente porque, como é típico em projetos de código aberto, existem vários projetos, cada um com suas próprias equipes e ideais. Casar toda a funcionalidade em uma aplicação prática é difícil.

“A única coisa que me faz parar e pensar sobre o Blockchain é a comunidade que desenvolve o código”, conta Matt Reynolds, especialista de desenvolvimento de aplicativos com blockchain. “O Bitcoin é de código aberto, mas a equipe que o administra não se comporta da forma que você idealmente gostaria que mantenedores FOSS trabalhassem. Eles se comportam mais como uma equipe de software que ‘não responde a ninguém’, e isso não é bom para os que utilizam a implementação Blockchain do Bitcoin em seus projetos próprios”.

O que é o Hyperledger?

O Hyperledger é um projeto que tenta unificar todas as abordagens de código aberto do blockchain que existem atualmente. A meta? De acordo com a página oficial do Hyperledger, “o projeto está desenvolvendo um framework de blockchain de propósito geral que possa ser utilizado em vários setores da indústria, dos serviços financeiros, varejo, fabricação e mais”.

O que é significativo sobre esse projeto, em comparação com os inúmeros e diversos projetos de código aberto que estão espalhados pela internet, é a participação da indústria e de grandes nomes por detrás dele. De acordo com o projeto, os membros fundadores da iniciativa incluem ABN AMRO, Accenture, ANZ Bank, Blockchain, BNY Mellon, Calastone, Cisco, CLS, CME Group, ConsenSys, Credits, The Depository Trust & Clearing Corporation (DTCC), Deutsche Börse Group, Digital Asset Holdings, Fujitsu Limited, Guardtime, Hitachi, IBM, Intel, IntellectEU, J.P. Morgan, NEC, NTT DATA, R3, Red Hat, State Street, SWIFT, Symbiont, VMware e Wells Fargo.

As metas atuais do Hyperledger são as de combinar projetos em aplicações práticas de blockchain: o Rippled, um registrador distribuído publicamente escrito em C++ que lida com pagamentos entre diferentes moedas utilizando livros de ordem da Open Blockchain, da IBM, uma estrutura de baixo nível que implementa contratos inteligentes, recursos digitais, repositórios de registro, redes orientadas a consenso e a segurança criptográfica do Hyperledger, da Digital Asset, que é um servidor de blockchain pronto para implantação com uma API de cliente atualmente disponível para uso por parte de empresas de serviços financeiros. Ele funciona ao utilizar um registro de transação apenas de adição que é projetado para ser replicado entre múltiplas organizações separadas, todas sem um nexo de controle. (A empresa matriz, a Digital Asset Holdings, emprestou o nome registrado Hyperledger para o projeto de código aberto como parte de sua contribuição).

A gigante industrial da tecnologia IBM está contribuindo com centenas de milhares de linhas de código para o projeto Hyperledger enquanto deixa claro que acredita que a tecnologia aberta é a melhor forma de criar uma implementação verdadeiramente aplicável do blockchain para o mercado empresarial e de negócios atual. De fato, a IBM vê a tecnologia de blockchain e de registro como uma forma de deixar a internet mais ciente do comércio.

“Como uma iniciativa aberta e vasta, que inclui muitos especialistas diferentes da área do blockchain, o projeto Hyperledger avançará os padrões de blockchain abertos para utilização em muitas indústrias”, conta Jerry Cuomo, vice-presidente de blockchain da IBM. “Ao focar em uma plataforma aberta, não existe limite para os tipos de aplicações e frameworks que um dia serão criados com base nela”.

Claro que existem limites práticos para isso. “O problema com aplicações práticas do Blockchain é que é bem complexo de encontrar projetos que sejam genuinamente adequados”, conta Reynolds. “Existe muito do pensamento ‘Tenho um martelo, então isso precisa ser um prego’ com relação ao Blockchain. Ele é mais adequado para cenários onde os próprios dados são públicos, mas que você não quer precisar fornecer confiança explícita para entidades a fim de que atualizem os dados. Aplicações públicas ou regulatórias tendem a se adequar bem a isso”.

Dito isso, claramente existe um local para criação de um alicerce para comércio online distribuído baseado em registros na internet. Em uma nota na The Block Chain Conference, realizada em São Francisco, em fevereiro, o diretor Global de Ofertas de Blockchain da IBM, John Wolpert, disse que “precisamos evoluir a internet para deixá-la economicamente ciente, e essa internet não vai ser uma aplicação, ela será a estrutura”. Ele vê o Hyperledger como o projeto que está explorando a melhor versão dessas tecnologias, para construir essa estrutura.

Artigo publicado originalmente em IDGNOW!

MCTI lança Start-Up Brasil 2.0

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, na última semana, nova etapa do programa Start-Up Brasil, batizada de Start-Up Brasil 2.0. O secretário de Política de Informática do MCTI, Manoel Fonseca, anunciou investimentos totais de R$ 40 milhões – R$ 20 milhões para aceleração de cem empresas nascentes de base tecnológica, R$ 10 milhões em apoio a startups de hardware e R$ 10 milhões de incentivo ao nascimento de ideias inovadoras. Segundo Fonseca, os três editais devem sair em 60 dias.

“Priorizamos a continuidade desse programa vencedor”, afirmou. “Tivemos muita discussão para formatar esse novo modelo, que incorpora a figura da mentoria técnica. Ou seja, vamos aproximar das nossas startups a contribuição de mestres e doutores. A ideia é fazer a integração entre academia e empresa”, explicou o titular da Sepin.

As empresas candidatas a participar da principal chamada, responsável por selecionar as turmas 5 e 6 do Start-Up Brasil, devem ter, no máximo, quatro anos de existência. Após serem escolhidas, as startups precisam negociar sua adesão a uma das 12 aceleradoras qualificadas pelo último edital do programa. A aceleração tem duração estimada de até 12 meses para empresas de software e 18 meses para as companhias de hardware, com apoio a pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), apoio à modelagem de negócios, participação em atividades de capacitação e programas de acesso ao mercado.

O coordenador-geral de Serviços e Programas de Computador do MCTI, José Henrique Dieguez, ressaltou a importância do desenvolvimento de itens físicos de computação para a nova etapa do programa. “Nós já temos empresas de hardware sendo beneficiadas e aceleradoras com ‘pegada’ de hardware, mas queremos dar apoio integral a partir de agora”, apontou. “Trabalhar com hardware significa dizer que você tem etapas mais complexas e que demoram mais e necessitam de mais investimento por conta disso.”

A segunda iniciativa prevê apoio adicional às startups de hardware. O auxílio complementa necessidades de PD&I e engenharia, tais como prototipagem, desenvolvimento de pré-produtos e testes – atividades reconhecidamente mais densas e complexas, que geralmente exigem mais tempo de maturação.

Já a terceira vertente estimula o surgimento de empreendedores em tecnologias da informação e comunicação (TICs), por meio do apoio a ações de concepção, em conjunto com incubadoras de empresas. A linha deve oferecer atividades como competições locais e testes de conceito.
Aproximação

Para o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), Hernan Chaimovich, o Start-Up Brasil 2.0 representa “um desafio de criação, articulação e catálise”, ao aproveitar de forma “racional, inteligente e criativa” o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei nº 13.243/2016) no diálogo entre empresas e universidades.

“A legislação permite, por um lado, perder o medo de investimento público em empresa privada e, por outro, a liberdade para o pesquisador do sistema público desenvolver no sistema privado sem perder a sua natureza”, disse.

O presidente da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), Ruben Delgado, lembrou que as três primeiras turmas de startups do programa receberam R$ 27 milhões de investimento público e R$ 89,7 milhões de origem privada: “Não há como não ficar honrado quando você vê que, a cada real da iniciativa pública, a iniciativa privada colocou R$ 3,30. É um número fantástico. Não há programa de governo com essa efetividade, tão exitoso e que tenha tanta credibilidade a ponto de a indústria somar essa quantia”, afirmou.

Criado pelo MCTI, o Start-Up Brasil é um programa do governo federal com gestão operacional da Softex, em busca de agregar um conjunto de atores e instituições em favor do empreendedorismo de base tecnológica. As chamadas nacionais e internacionais ocorrem pelo CNPq e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), respectivamente. Desde 2012, a iniciativa apoiou 183 empresas, distribuídas em quatro turmas, oriundas de 17 estados e 13 países. A ação integra o Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologia da Informação (TI Maior).

Fonte: MCTI

Publicado originalmente aqui

Edital Sesi Senai de Inovação 2016 é lançado (e com desafios extras)

Está aberto o edital Senai Sesi de Inovação, que incentiva e apoia ideias inovadoras com o aporte de até R$ 400 mil. Mas quem quiser se inscrever, além do básico desta edição, deve também ficar de olho nos três desafios extras, que possibilitam recursos extras para as inovações que cumprirem seus requisitos. Eles são:

Desafio Techmall – Soluções para a indústria: agronegócio e internet das coisas

A aceleradora Techmall apoiará até duas ideias de startups que se encaixem na categoria B (protótipos) do Edital, e que se enquadrem no tema proposto acima. Os projetos poderão ter aportes de R$ 150 mil, além de uma contrapartida de R$ 120 mil pelo programa de aceleração e benefícios da Techmall.

Desafio Fundepar – Internet das coisas, internet industrial das coisas ou dispositivos vestíveis, preferencialmente associados à análise de bigdata.

Ideias que estejam neste tema e se encaixem na categoria A (inovação tecnológica) podem ser apoiadas pela parceria do Senai com a Fundepar, gestora de um programa de investimentos que apoia empresas emergentes.

Ao todo, os projetos que se encaixarem neste desafio poderão receber aportes até R$ 900 mil, sendo R$ 400 mil provenientes do SENAI e R$ 500 mil da Fundepar. O montante disponibilizado pelo SENAI é destinado ao custeio do desenvolvimento tecnológico necessário no projeto, enquanto o valor o recurso oferecido pela instituição-âncora destina-se a custeio da operação da startup e demais despesas estratégicas para o desenvolvimento do negócio.

Desafio “Como reduzir o risco de infecção por Dengue, Zika e Chikungunya nos trabalhadores da indústria, suas famílias e comunidades?”

Neste primeiro ciclo do Edital de 2016, o SESI apresenta desafio a empresas que apresentarem ideias na categoria C (inovação em Segurança e Saúde no Trabalho e Promoção da Saúde).

O objetivo deste desafio é promover o desenvolvimento de ações de prevenção, vigilância epidemiológica, tecnologias digitais, metodologias ou ferramentas de gestão que atuem na redução do risco de adoecimentos por Zika, Dengue e Chikungunya nos trabalhadores e comunidades. Propostas aderentes a este desafio terão bonificação na pontuação.

 

Artigo publicado originalmente AQUI

 

 

SXSW 2016: Os 13 projetos vencedores do prêmio inovação

O prêmio de Inovação do SXSW Interactive apresentou nesta terça-feira (15/3) os vencedores da sua 19a. Edição. Como de costume, um misto de festa e cerimônia tomou conta do Hilton Austin que, além das empresas finalistas e convidados, teve em seu palco o homenageado do Hall of Fame do SXSW, Baratunde Thurston.

O prêmio pode ser encarado como uma seleção heterogênea de produtos, protótipos e soluções que apontaram mais do que tendências. São soluções para realidades múltiplas, mostrando a força da colaboração e transparência de informação para o futuro da sociedade em diversas áreas.

Pela primeira vez desde 1994, os cinco finalistas em cada categoria puderam apresentar seus produtos e protótipos para o público geral da feira. O SXSW Innovation Awards Finalist Showcase aconteceu um dia antes da cerimônia de premiação e foi uma incrível oportunidade para experimentar as principais tendências do mundo conectado.

Fundamentado no tripé Inovação, Inspiração e Criatividade o SXSW Interactive apresentou produtos em 13 categorias nas áreas de Saúde e Biotecnologia, Inovação em Conectar Pessoas, Inovação 3-DIY, Música e Áudio, Nova Economia, Privacidade e Segurança, Design Responsivo, Sci-fi nunca mais, Inovação Estudantil, Wearables, Experiências de Mídias Visuais e Realidade Virtual e Aumentada.

Após conferir os finalistas no Showcase, o público da feira pôde também escolher seus preferidos para a categoria People’s Choice Awards.

Dos 13 ganhadores, 9 são americanos, mostrando a liderança do país em inovação e disrupção tecnológica ainda que cada vez mais atores internacionais tenham entrado em campo nos últimos anos, inclusive o Brasil. É interessante ressaltar que algumas dessas inovações são provenientes de crowdfunding como o Peeple e a Lily Camera.

HEALTH, MED & BIOTECH
Premia as novas tecnologias que promovem maior qualidade, eficiência e redução de custos na prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidados em saúde e medicina

DESKGEN by Destop Genetics | London

A plataforma é voltada para cientistas e pesquisadores do campo da genética. Através de serviços na nuvem, banco de dados e ferramentas de compartilhamento entre colegas, é uma ferramenta que pode alavancar os estudos em genética, principalmente entre estudantes e universidades de países com menos recursos, já que o serviço é 100% gratuito para a academia.

INNOVATION IN CONNECTING PEOPLE
Premia a melhor maneira de se conectar e comunicar

Depois de ganhar o SXSW 2015 com “Project Daniel” na categoria Innovative 3-DIY, o Not Impossible Now ganhou em 2016 com o projeto “Don’s Voice”. Depois de 25 se comunicando através do olhar e uma tabela com letras e números que sua esposa Lorraine segurava em frente a ele, o fazendeiro Don pode “falar” novamente, ganhando independência. A ferramenta desenvolvida pelo Not Impossible Now Labs conta com eye-tracking, um banco de palavras e auto-falantes. Hoje, Don consegue produzir duas palavras e meia por minuto. Com 3 ou 4 palavras por minuto, ele conseguirá estabelecer um diálogo real e funcional com as pessoas ao seu redor.

INNOVATIVE 3-DIY
Premia aqueles que tornam a tecnologia de impressão 3D mais acessível ou que usam a tecnologia de maneira inovadora.

Wevolver by Wevolver | London, ENG

Baseados na cultura do Open Source, que começou muito atrelada ao desenvolvimento de Software, o pessoal do Wevolver criou uma plataforma colaborativa de Open Hardware. A ideia é “encorajar a inovação através da colaboração. E empoderar as pessoas a resolver problemas sociais e ambientais que não são atendidos pelos governos e empresas”.

MUSIC & AUDIO INNOVATION
Premia o melhor dispositivo ou serviço que melhora a experiência de ouvir música e áudios

Here Active Listening System by Doppler Labs | San Francisco, CA

O sistema inovador é composto por um par de fones de ouvido conectado a um aplicativo para smartphone. A proposta é que o usuário possa personalizar tudo o que ele ouve, inclusive o som ambiente. Lançado experimentalmente no Festival Coachella 2016 e oferecia pré definições de áudio diferentes para cada palco e outras experiência personalizadas. Para os amantes de música, já é claramente um dispositivo incrível. Agora, os desdobramentos dessa tecnologia podem ser ainda mais fantásticos.

NEW ECONOMY
Premia aqueles que redefinem a troca de bens e serviços, da economia compartilhada à moedas virtuais, micro-finanças, sistemas de pagamento móveis, entre outros.

ShareTheMeal by UN World Food Programme | Rome, ITA

O primeiro aplicativo contra a fome é uma iniciativa do Programa da ONU para Alimentação Global (World Food Programme). Com apenas um toque, o usuário pode doar U$0.50. Já são quase 5 milhões de refeições que ajudaram mulheres e crianças na Síria e em outros países em situações de emergência. A iniciativa facilita a doação e ainda informa como o dinheiro está sendo aplicado e quantas refeições foram oferecidas. Inovação de processo aliada à transparência de informação.

PRIVACY & SECURITY
Premia o desenvolvimento mais progressista na maneira como abordamos segurança de informação e privacidade.

Peeple by Building 10 Technology, Inc. | Austin, TX

Quando se fala em “internet das coisas” dificilmente se pensa em uma porta, mas é isso o que o Peeple propõe, ser o seu “olho-mágico” inteligente: uma câmera integrada a um aplicativo e dados na nuvem registra e informa tudo – e todos – que passam em frente a sua porta.

RESPONSIVE DESIGN
Premia a excelência em design digital, criando a melhor integração e interação entre conteúdo, estética e funcionalidade.

Breakthrough by Neo-Pangea | West Reading, PA

O site do National Geographic Channel traz conteúdo interativo relacionado ao programa de mesmo nome. A experiência simula um ambiente 360 graus imersivo, como se fosse uma cápsula do tempo ou portal de conhecimento futurístico em que o usuário pode entrar em contato com diversos conteúdos em vídeo relativos a temas como Pandemias, Super Humanos, Apocalipse de água etc. A aplicação talvez funcione de maneira mais fluida em um tablet do que no desktop.

SCIFI NO LONGER
Premia o avanço científico mais legal ou descoberta que antes de 2015 seria possível apenas na ficção científica.

Lily Camera by Lily | San Francisco, CA

O sonho de todo produtor de vídeo, atleta de alta performance e youtubers de plantão. A câmera voadora que fica “atrelada” ao seu assunto através de um dispositivo wi-fi e acompanha – gravando, claro – percursos e aventuras. Realmente parece coisa de ficção científica e tem até quem questione a viabilidade e credibilidade do invento, que está com pré-venda aberta mas ainda não tem previsão de entrega. Teremos que esperar para ver.

SMART CITIES
Awarded for innovations in eco-friendly or sustainable energy, transportation, and IoT technology, making life in the connected world a smarter, cleaner, greener, and more efficient Internet of Everything.

KASITA by Kasita LLC | Austin, TX

Depois de viver um ano em um depósito de lixo, como parte de um experimento de habitação sustentável e também auto conhecimento, o professor Jeff Wilson da Universidade de Austin começou a pensar em como transformar essa experiência em algo escalável. Assim, criou a KASITA, cuja proposta é criar casas minimalistas para resolver o problema de habitação urbana, com relação à espaço, mas principalmente à custos de acesso à moradia. Para os moradores de Austin, já será possível ter uma KASITA até o final do ano.

STUDENT INNOVATION
Premia estudantes com projetos excepcionais em inovação tecnológica ou startup

Plant-like Robot by Ji Won Jun | Mountain View, CA

Partindo de três conceitos fundamentais sobre o mundo vegetal: mobilidade inanimada, mutualidade simbiótica e sustentabilidade, essa tese de mestrado em Design criou micro robôs magnéticos que podem ser transportados pelo ambiente e coletar informações climáticas. O conceito é interessante e pode ser aplicado, na prática, para o mapeamento de micro-climas em ambientes e situações que não contem com a presença humana, como por exemplo correntes marítimas.

VISUAL MEDIA EXPERIENCE
Premia a criação e entrega de conteúdo que vão além da audiência passiva ao promover o engajamento em experiências de entretenimento.

The Fallen of World War II by Neil Halloran | Philadelphia, PA

Um filme interativo fundamentado na grande massa de dados da Segunda Guerra Mundial, recontando em gráficos e imagens a trajetória sangrenta dos militares e civis durante os anos 1939-1945. A análise e exploração de dados é uma forma objetiva de entender eventos e histórias e vem sendo cada vez mais utilizada, principalmente no Jornalismo. A abordagem é interessante uma vez que, como o próprio filme diz no início, a maioria das pessoas que viveram a História já morreram. Mesmo baseado em dados “frios”, não deixa de ser uma obra extremamente sensível.

VR & AR
Premia inovações em realidade virtual e aumentada, incluindo aplicações de novos hardware ou software que realmente transformam o virtual em realidade.

Mill Stitch by The Mill | Various Locations

Produtores de vídeo estão testando Realidade Virtual e 360 graus há algum tempo, mas sempre dependem dos recursos de pós-produção para verificar o material que foi captado, o que acaba prolongando o processo de produção. O Mill Stitch é um recurso criado justamente para possibilitar que esse tipo de vídeo seja visualizado em tempo real dentro do set de filmagem. Para quem ainda tinha dúvidas se o futuro do cinema era a Realidade Virtual e os vídeos em 360 graus, temos mais um ponto a favor da tecnologia.

WEARABLE TECH
Premia novos hardware que revolucionam a conveniência, conforto, funcionalidade, eficiência e a estética de ter um dispositivo atrelado ao corpo.

Quell® Wearable Pain Relief Technology™ by NeuroMetrix, Inc. | Waltham, MA

Os wearables vêm ganhando espaço no cotidiano mas normalmente carecem de real utilidade (como no caso do finado Google Glass) para as pessoas. A Quell criou um dispositivo que pode ser acoplado a diversas partes do corpo e auxiliar no tratamento de doenças crônicas, alívio de dor e sonoterapia. Controlado por um aplicativo de smartphone, o produto já está no mercado e é certificado pela Associação Americana de Ortopedia

Seguem abaixo os demais prêmios honorários:

INTERACTIVE HALL OF FAME

  • Baratunde Thurston

 

DAVID CARR PRIZE FOR EMERGING WRITERS

  • Jaime Boust

 

MEME OF THE YEAR

  • Dance Like Drake

 

BEST OF SHOW

 

BREAKOUT TREND OF THE EVENT

  • Civic Engagement

 

SPEAKER OF THE EVENT

 

PEOPLE’S CHOICE AWARD

 

(*) Artigo produzido pelos colaboradores da Associação Era Transmídia

Artigo publicado originalmente no IDGNOW!

Ritmo de inovação brasileiro é desolador

Cálculo feito pela Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), grupo de empresários ligado à Confederação Nacional da Indústria (CNI), indica que o Brasil levaria mais de três décadas para alcançar o igual ritmo de investimento em inovação mantido por economias da China e União Europeia. E o quadro pode piorar.

Hoje o País investe 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em Pesquisa e Desenvolvimento enquanto os asiáticos e o bloco europeu separam 2%, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O indicador é usado para medir o esforço da sociedade para estimular a inovação. Em média o percentual é de 2,4%, mas a fatia pode chegar a 4,4% em casos como a Coreia do Sul.

Acelerar o ritmo de expansão, porém, depende do setor privado. É das empresas a maior parte dos recursos em P&D nos países desenvolvidos. Nos Estados Unidos, por exemplo, as companhias investem sozinhas 2% do PIB. Do governo vêm apenas 0,7%. Por aqui, a relação é inversa. Dos cofres públicos são aplicados 60% dos investimentos, cerca de R$ 65 bilhões pela última estimativa da União. Das companhias, nada mais que 0,5% do PIB. A justificativa é a falta de rentabilidade. Mas, pelas previsões da CNI, se nada mudar o delay do Brasil chegará a mais de seis décadas.

Tramita no Congresso Nacional o marco legal da inovação que pede a isenção do recolhimento de tributos para bolsa pesquisa. O que por si só não é suficiente, embora ajude. Somados à votação dessas medidas é preciso facilitar o acesso ao crédito e eliminar burocracias como os processos para registro de patentes, avaliam especialistas como Rafael Lucchesi, coordenador dos trabalhos da MEI.

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