Economia Criativa. Já ouviu falar?

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) define a economia criativa como um conceito emergente que trata da interface entre criatividade, cultura, economia e tecnologia em um mundo dominado por imagens, sons, textos e símbolos.

Em um relatório emitido em 2008, o primeiro estudo em escala global sobre o tema, as indústrias criativas são caracterizadas por um modelo de negócio cujas atividades, produtos ou serviços são desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade ou capital intelectual de indivíduos para produzir valor e gerar riqueza.

Segundo especialistas, remete ao Reino Unido o surgimento da ideia de uma economia criativa, que precisava de esforço e políticas públicas diferentes das de outros setores.

É do autor britânico John Howkins o mérito de condensar todas as discussões que vinham surgindo naquele momento e explicar o termo ao mundo, através do bestseller The Creative Economy – How People Make Money From Ideias (no Brasil, Economia Criativa – Como Ganhar Dinheiro com Ideias Criativas), de 2001.

O Brasil tem um papel de destaque nesta economia. Segundo um estudo realizado pela FIRJAN (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) em 2012, o país está entre os maiores produtores de criatividade do mundo, superando Espanha, Itália e Holanda.

Confira alguns dados sobre a economia criativa:

– A Economia Criativa já representa 10% do PIB nacional
– Em 2011 movimentou no Comércio Mundial o total de R$ 624 bilhões
– Em 2013 representou 2,6% do PIB, um total de R$ 126 bilhões / remuneração média de R$ 5.400,00, enquanto a média em outros setores foi de R$ 2.100,00
– Em 10 anos, o PIB da Economia Criativa cresceu 70%. Representa um crescimento de 90% em postos de trabalho
– O Rio é o Estado que melhor paga o Criativo: média de R$ 8.700,00
– O Estado do Rio tem 107 mil profissionais atuantes na Economia Criativa